sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Crítica ao documentário "Zeitgeist" (O espírito do tempo)

Introdução


Às vezes o conhecimento pode ser ruim: quanto mais se tem, mas se é cobrado; quanto mais se sabe, mais complicado é compreender o mundo; quanto mais se é rico, mais difícil é manter o olhar fixo em Deus... Mas tudo depende do espírito, do interior de cada um.
Se a fé (baseada no pressuposto, na premissa irrevogável de Deus) fica à frente, por ser fé e ser espiritual, então o material, o limitado, o que não se explica, iluminado por ela passa a ser enxergado como se deve.
Se o caminho é o oposto, não encontraremos evidências materiais que nos levem à fé, mas sim dados e experiências que podem nos levar à premissa incial. De todo modo, essa premissa é o ponto inicial da fé, e deve estar na frente, como se abrisse o caminho das águas na frente de um navio.
Saibam que a fé não implica ter aversão à exploração do mundo, à curiosidade e a busca por mais respostas, a não que se trate de dogmatismo medieval; o mero cristianismo não é assim, o que leva muitos a adotar uma visão bruta e pouco científica sobre toda religião.

O vídeo de que falo é uma parte do documentário Zeitgeist (expressão alemã que significa "espírito do tempo"), um vídeo muito polêmico, que embora promova questionamento e reflexão, ele mesmo deve estar seriamente sujeito à análise e crítica, e é isso o que faço nesta postagem.
Recomendo que o leitor (cristão) só assista o vídeo se estiver disposto a ficar encucado, e se quiser em seguida ler as defesas nos links abaixo do vídeo, do grande site Criacionismo ( www.criacionismo.com.br ), de Michelson Borges, e é claro, logo depois, ler a minha própria visão e defesa. Pode ser que o leitor prefira não mergulhar nesse campo, e digo que isso não é covardia, e sim uma questão de prioridade e ponderação. Se você acha que vale a pena entrar no campo das contradições que no final de tudo dependem somente de cada um, vá em frente. Senão, procure uma postagem mais interessante. Na minha opinião, essa postagem é para livrar da dúvida aqueles que tiveram o desprazer de ver o vídeo, e não divulgá-lo. Sempre gosto de repetir que a dúvida serve para nosso crescimento, mas que é preciso ter ponderação e saber separar tudo muito bem. Os anticristos são ardilosos e sabem manipular, sabem distorcer tudo de modo a favorecer seu discurso -- não pense que isso é uma habilidade única de religiosos!
Já os ateus correrão ávidos ao documentário e o acharão encantador, mas serão muito desinteressados se não lerem as defesas, de modo que não terão o direito de criticar um crente que se recusa a enfrentar uma ofensiva ateísta da qual não consegue se desvencilhar sozinho.
 Lembrando que o autor do documentário trata de tudo no começo de forma tão simplista e sem verdadeira compreensão, que acaba por parecer convincente e é agressivamente irônico e sarcástico. 
O leitor pode encontrar o vídeo no youtube.



I
Que as instituições religiosas estão impregnadas pela corrupção, isso todos sabem, porque são instituições, e onde o homem põe a mão, vem porcaria. Não que a religião seja um erro, assim como governo e educação não são um erro. Deveriam ser perfeitas, mas não são por causa do homem. O homem (em geral) só quer uma coisa.
Como defendia Sir John Locke (1632-1704), o contratualismo político era o que possibilitava a passagem do estado de natureza do homem para o de sociedade e governo, via acordo entre governantes e governados, mediante o cumprimento de seus deveres um para com o outro, garantindo a defesa dos direitos naturais de vida, liberdade e propriedade. Para isso surgiu o Estado, nada mais, embora não tenha demorado muito para que o homem, em sua natureza má (o que contradiz a ideia do "bom selvagem" de Jean-jacques Rousseau) aproveitou-se dessa condição para benefício próprio, inciando um ciclo de opressão, dominação e mentiras.
O documentarista logo no começo chega a irritar-me, visto que aproveita o conhecimento de fatos históricos para relacionar a ideologia religiosa com a ideologia de dominação de massas, e o pior é que todos arceditam, e são arrastados facilmente a pensar que a religião nasceu com o intuito de dominar mentes. Não compreendem que foi o homem quem se apropriou do que temos de mais precioso para corromper e influenciar.
O início do vídeo é a parte mais absurda do documentário, mas útil à minha crítica, pois mostra como os ateus distorcem os fatos e as ideias, e apresentam a sua ideologia pronta, perfeita, e exigem que os "inteligentes" a aceitem. Se conhecessem a Jesus, veriam que ele não falava de dominação alguma, de nada que se assemelhasse ao que a Igreja Romana fez. O que há de ruim na religião é fruto dos homens, não fruto da mensagem religiosa. E crendo ou não, seguindo as verdades religiosas ou as verdades científicas, o ser humano sempre irá causar o mal. Continuaremos a sofrer os mesmos problemas, crendo ou não, seguindo uma fé ou confiando cegamente em uma ciência. Das duas formas, o homem continua sendo homem, ou seja, buscando o bem, mas fazendo o mal. Se existe algum caminho que leva a alguma bem, eu acredito que só pode ser o caminho do Amor, o qual é o caminho de Jesus Cristo. Cristo: esta é a resposta. Ele compreende tudo, ele só basta. Que essa certeza cresça em nossos corações e nos livre do mal!

É tão trágico e agressivo o começo do documentário que achei desagradável e desimportante postá-lo, mas pelo menos devo comentá-lo, embora seja um assunto já comum para mim. Um cristão com certeza notará em suas palavras perversidade, não que elas não pareçam convincentes, porque ele usa de humor e tem língua hábil, mas sua visão é totalmente torta e absurda. Eu cheguei a me assustar. Já o ateu vai simplesmente dizer "sim", deixando-se guiar pelas falas de um homem só porque ele detém "grande conhecimento científico". 
Antes confiávamos em quem tinha grande conhecimento de Deus. Hoje confiamos cegamente em quem tem grande conhecimento científico. Como se uma coisa fosse melhor que a outra, ou como se uma estivesse contra a outra. Não necessariamente. Tudo é tão incerto, no final das contas, que, como eu disse na introdução, o conhecimento pode servir só pra confundir a cabeça. Não que eu esteja jogando tudo no plano no indefinível, mas quero mostrar que quase ninguém, de ambos os lados, tem a mente aberta. 
O documentarista não entende nada de Deus e da Bíblia (não que ele não tenha estudado sobre ela, porque aliás nem o conheço, mas porque ele não a compreendeu, como a maioria das pessoas). Simplesmente enxerga os erros dos homens e nada mais. Ele vê tudo do avesso. 

Os mandamentos de Deus são um guia de sobrevivência, não uma prova mal elaborada para ferrar alguém, como ele coloca. O que o documentarista perverso ignora é que eles funcionam. Para ele isso não significa nada, mas para os que conhecem, seguir a Deus é como ser uma árvore frutífera.

Salmo 1
"Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores;
 antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite.
 Pois será como a árvore plantada junto às correntes de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cuja folha não cai; e tudo quanto fizer prosperará.
  Não são assim os ímpios, mas são semelhantes à moinha que o vento espalha.
 Pelo que os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos;
 porque o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios conduz à ruína."

Uma coisa é inegável:  existe bem e mal no mundo. Todo ser humano sabe disso. Está no núcleo da mente humana. 
A ciência explica o Como, mas nunca, o Por Quê. A maçã caiu na cabeça de Newton porque Deus fez tudo ocorrer assim, mas só caiu porque o peso da maçã foi maior que a resistência do talo, por causa do seu peso e da ação do vento e gravidade, etc. A ciência não tem como explicar o porquê de existirmos, só pode explicar como o Universo foi se formando. Logo, há parte do entendimento do mundo que não é científica, e não há como estar sujeita a ela.
Religião nada mais é do que ideologia, que nada mais é que um conjunto de crenças, ideais, valores que regem o agir de cada ser humano. Não há como ser humano sem ter uma ideologia. Todos tem a sua, de modo que se o agir do homem por um pensamento é a causa de bens e males, então a religião não pode ser colocada como essa causa. Ela é apenas um tipo de ideologia; existem várias outras, pelas quais se luta, pelas quais se fazem grandes obras. Atacar a religião não mudará uma vírgula na natureza do homem  e suas ações, só colocará tudo em um plano mais caótico, em que a crise moral, como na Roma Antiga, contribuirá para a confusão.

Não tenho como entender o mundo, conceber a ideia de eu existir sem Deus. Por isso, minha fé se baseia em dois pilares: 1) a inegabilidade de Deus, a certeza, a revelação de que Deus existe, porque sem Ele nada tem sentido; 2) na Palavra de Deus, que não falha. 
O ateu está no grupo daqueles que aplaudem o documentarista. Um grupo que quer pensar de tal maneira, porque é a ideal para fazer o que quer. Pensar assim hoje é fácil: a mídia, a cultura, o mundo se move a favor desse pensamento. Eles não sabem que estão no grupo dos que merecem ir para o inferno, aquele lugar exagerado e cruel de que ele falou. Não entendem o por quê disso, só acham que não passa de um modo de amedrontar o homem e ameáça-lo.
A noção do bem e do mal no mundo não é uma forma de dominação. É algo próprio do nosso entendimento, do nosso senso. O motivo de tudo não é ilusão. Negar bem e mal, negar motivo, negar alma é negar a Razão. Enxergar isso é o primeiro passo, mas o que mais cega é o pecado. O ateu não quer abandonar seus prazeres, elê prefere assistir um documentário e aplaudir. Ele está nem aí pra Deus. O que isso significa?
Significa que você está se entregando ao mal. Este mundo é duplo, então é mutável, por ser material, uma tensão entre opostos. Por isso, está sujeito ao tempo e espaço, teve começo e terá fim, hoje é mas depois não será. Logo, não é eterno.Só são eternos o Céu e o Inferno. Aqui seremos separados entre os que se juntarão à Existência e Vida e os que se juntarão ao Nada e à Morte. É para isso que estamos aqui. Estamos aqui para conhecermos a Deus e termos essa chance. Somos atores no palco da Vida, que é isso: o bem e o mal, que resultam em vida. Não há vida sem dor.
Jesus teve de morrer para viver de novo. Ele disse: "Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto." João 12.24.
O segredo da vida está em Deus, que nos ama, porque nos chama para o seu amor, mas além de Amor, ele é Justiça. Só o Amor explica o mundo, mesmo um mundo cheio de dor. Mais sobre este assunto o leitor pode encontrar em outras postagens minhas. O ímpio não pode desfrutar da vida. O ímpio ne sequer conhece o cheiro da santidade e para ele isso é besteira. 

"O caminho dos ímpios é como a escuridão: não sabem eles em que tropeçam." Provérbios 4.19.

"O céu e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti de que te pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas" Deuteronômio 30.19

Ou seja, o panorama aqui traçado do mundo não tem nada a ver com a visão medíocre do documentarista, que tenta entender Deus a partir da corrupção humana. Ele observa os falsos profetas e corruptos de que a Bíblia fala e adverte, e com isso afeta a visão sobre Deus, sendo que deveria fazer do contrário.

Jesus é o nosso exemplo. Ele é o Messias, o Deus que se fez Homem, para preencher o abismo entre Deus e o homem, aberto lá no Éden... Ele personificou a divindade, para podermos seguir seus passos. Se dermos ouvidos a ele, estaremos livres das influencias erradas. Essa é a ideia principal do cristianismo. Sabemos da necessidade desse "mediador", "reconciliador", Salvador, não só na Palavra de Deus, não só na história e exemplo do povo judeu que até hoje está aí testemunhando, mas também no estudo de outras culturas, como o vídeo apresenta.
Quando disse que o documentarista não entende a Bíblia, alguns devem ter se perguntado como, então, eu consigo entender. Eu "entendo" um pouco, e ele muito menos ainda; nada, pelo visto. Por que será? Porque a Bíblia é um livro espiritual, melhor dizendo, sobrenatural. Seu sentido não se revela a todo mundo. Há os que entendem pouco, os que entendem muito, e os que nada entendem. Quem revela suas verdades é o Espírito Santo. Um ímpio acha tudo uma bobeira. Um ímpio ri e procura erros, e acaba achando que achou. Já o humilde que enxerga, esse entende porque não vê com seus olhos, mas olha com o olhar do céu.

Encerrando o que tenho a comentar sobre o início do documentário, parte que não está postada aqui, digo que pra começar, quem precisa de dinheiro são os homens, não Deus, ou seja, o que os homens fazem em nome da fé não passa de distorção, o que não tem nenhuma relação com a verdade bíblica. Jesus prega o desapego.  Ai desses enganadores e falsos profetas! Além disso, os mandamentos e a punição não são como a lei que escraviza um homem, como ele coloca, nem coisa de alguém que não ama. Um bom pai dá liberdade a seu filho e todas as instruções. Cabe ao filho tomar o caminho que desejar.
Está claro que ele coloca tudo em tom sarcástico, irônico, sem qualquer análise verdadeira, movimentando a massa que tem como único desejo aliviar sua consciência para poder pecar à vontade.
Os mandamentos são para a alma, e para Deus. Não para o papa e a Igreja. Lutero foi contra alguns dogmas e hábitos católicos, mas não contra a Palavra de Deus. O que o documentarista diz é uma coisa sem nexo. Ele mistura duas coisas completamente diferentes.É como culpar Santos Dumont pelos ataques de avião nas guerras seguintes. Ele fez o avião para  o bem, mas se o homem o usou para destruição, isso não quer dizer que seu criador queria isso. Vão me dizer que Dummont mereceu cometer suicídio? Que sejam culpados então os que inventaram o carro, etc, e os que estudaram química e física e desenvolveram teorias.
Se Deus não nos mandou para o inferno e nos deu mandamentos, é porque ele nos dá a chance de viver de forma segura, ou seja, se você amar mais o outro do que a si mesmo, você se salvará; se você amar mais a si mesmo, morrerá; porque Jesus disse: 

"Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, esse a salvará.!" Lucas 9.24

II
Estátua egípcia de Hórus, representado como um gavião.

Daqui para frente tratarei do documentário propriamente dito.
Curiosamente, eu já havia meses antes pensado sobre uma questão como essa, mas numa escala menor de informações. Ontem, antes de dormir, já obtive uma resposta repentina. E vou relatar aqui. É claro que você (ateu) não ficará satisfeito, mas eu fico. Para isso vou supor que tudo o que está naquele documentário (os dados) são verdadeiros.
Por que será que todos aqueles povos de lugares muito diferentes tiveram mitologias tão semelhantes? Há alguma proximidade entre gregos e chineses? Quando os egípcios desenvolviam sua mitologia, os chineses já estavam bem longe. Como é possível toda a humanidades ser guiada pelos mesmos ideais?
Todos pensam sobre o Bem X o Mal, tanto os ocidentais  quanto os orientais, embora vejam a mesma questão com olhares um pouco diferentes, por que isso é trivial na mente humana. Todos falam de um salvador, de uma história de vida e ressurreição parecidas, e um plano de salvação parecido (se analisarmos grosseiramente, como o documentarista faz). Por que isso?
Há duas hipóteses:
1) Sendo os povos são oriundos de diferentes locais, visto que o homem se espalhou por todos os lados a partir da África, antes de aprenderem astrologia e criarem mitologias e linguagem, e tendo tomado diferentes rotas, etc, então só podemos concluir que toda essa "imaginação" seja algo próprio da mente humana, e que todo povo foi desenvolvendo sozinho, como se tivessem o mesmo senso.
O que eu concluo disso? Que o senso de Deus presente em todos nós, assim como o de bem e mal, certo e errado, a consciência X instinto, são como Paulo disse: já vem em nós, nascemos com esse Senso. Por isso, ele disse, são indesculpáveis os que cultuam a criatura em vez do Criador. Ou seja, Deus existe e Ele se revela a todos do mesmo modo, embora de formas diferentes,sendo que com o "povo escolhido", ele se revelou de uma forma distinta: separou-os dos pagãos e traçou o Plano santo de, através desse povo fiel ao Único Deus, consumar o que antes só estava na mente do homem. Além da história dos judeus nos dar exemplos da tragetória do cristão (foco: Israel e Moisés no A.T., e no N.T, os cristãos e Cristo), por eles veio Jesus, tornando REAL tudo o que antes só era mito. Não houve plágio, houve confirmação da verdade presente no senso do homem, mas que até então (exceto nos judeus) estava representada de forma depravada, por exemplo, na religião egípcia, politeísta, impregnada de pecados sexuais, de magia, etc.
E por que eu acredito que Jesus é o verdadeiro? São vários motivos, relacionados à Palavra. Só vou citar o mais relevante agora: o N.T. é um livro de fatos, de modo que homens arriscaram sua vida e testemunharam, e não teriam feito isso se tivessem inventado. Algum egípcio testemunhou e morreu por defender Hórus?
Jesus existiu, e se existiu, é porque ressuscitou, se não os discípulos teriam continuado chorando e desistindo, como estiveram por 3 dias. Não há como duvidar da Palavra. Deus nos deixou ela por um motivo. A fé, além de se basear no reconhecimento d'Ele, se baseia na orientação dela. Se não fosse ela, não poderia escrever essa defesa aqui.
2) Vamos supor, nessa segundo hipótese, que todos os povos vieram "do Egito", como foi dito, embora eu prefira dizer Crescente Fértil, porque as primeiras cidades são da Mesopotâmia, logo acima, e egípcios e mesopotâmicos são muito parecidos quanto a cultura e religião. Além do mais, o primeiro animal deificado foi lá, no Crescente Fértil, local onde os homens, fugindo do frio da última era glacial, se estabeleceram, entre os transbordantes rios Tigre e Eufrates, e depois às margens do Nilo, desenvolvendo agricultura e logo, cidades.
Se foi assim, então Gênesis está todo (ou quase todo) escrito em sentido literal, ou seja, deve ser interpretado "ao pé da letra", não precisando ver um sentido figurado, mitológico (mitos são verdades figuradas). Digo isso porque se todos os povos vieram de lá, então lá realmente estava a Torre de Babel que reunida todos os homens com uma só língua primordial.
E de lá todos se espalharam. Sendo assim, a ideia, o mito primordial, foi carregado. Estando a Bíblia certa, logo tudo é verdade, e a Palavra foi escrita sob inspiração divina para orientar o homem corrupto, pagão, exortando-o a seguir a verdade primordial, a fé e o senso de um Deus e um Salvador, enquanto os pecadores se esqueceram do Deus único e passaram a cultuar animais, plantas, estátuas, espíritos, até que veio o Filho de Deus, cumprindo as profecias, saciando a necessidade universal da reconciliação com o Pai através do sacrifício do Filho, verdade presente na mente do homem desde o começo.
Embora o documentário dessa forma pareça infalível, é só usar a cabeça, uma cabeça que Deus me deu e que eu uso para tentar mostrar aos outros que ele é a Verdade, para pensar o contrário; e por isso consigo manter minha fé em meio a tanta, tanta descrença, depravação, desrespeito a valores, à moral, etc.
Representação egípcia da deusa Nut (céu).

Quanto ao fato de as datas e fatos do nascimento de Jesus serem atrológicos, isso não contradiz o que diz a Bíblia.
Os "reis magos" não saíram do Oriente só porque acharam a estrela bonita. Eles eram astrólgos, e sabiam o que aquilo significava: a data do nascimento de um Rei Salvador. O que eles conheciam por mito, eles puderam ver como realidade! A verdade se realizando, o Verbo encarnando!
A Ciência nos dá vários recursos: informações históricas, geográficas, etc. Disso podemos tirar várias conclusões diferentes. Eu concluo que as informações desse documentário, se não atrapalham, até ajudam a confiarmos na Bíblia. Isso é um dos benefícios da arqueologia bíblica, embora essa ciência declare que seu objetivo não é provar ou explicar milagres. Vemos a natureza, as estrelas profetizando, e vemos a precisão da Palavra e as indicações da História. É claro que para trilhar essa linha é preciso partir do pressuposto da existência de Deus.
É claro que para trilhar essa linha é preciso partir do pressuposto da existência de Deus. Para mim Deus é uma certeza. A Bíblia para mim é indispensável e não posso duvidar dela, embora muitas pessoas falem isso ou aquilo, simplesmente porque não "entendem", em espírito, a mensagem.
Para o ateu, esse documentário o deixa satisfeito, seguindo a opinião do autor. Eu discordo e consigo discordar. Tudo isso porque partimos de pressupostos diferentes. O ateu, de que não há Deus, porque isso é mais confortável para ele, como é para a maioria, e eu, de que Ele existe, e é a própria Existência, porque não posso entender nada de outro modo, e por aí vai...
Tudo no documentário o ateu enxerga como provas de fazer pasmar de que toda religião é invenção, mas para mim, tudo aquilo me deixa pasmo de ver como a verdade testemunha por tudo ao redor, como se estivesse profetizando, e cumprindo a profecia. A Bíblia já está cheia de situações como essa, mas, como ela mesma relata em Provérbios, mesmo a sabedoria gritando em cada esquina, são poucos os que lhe dão ouvidos. Infelizemente é assim. Mas virá um tempo em que toda mente será aberta, e a luz da verdade será dolorosa para uns, e doce para outros.
Tudo, tudo ali é surpreendente. "A natureza revela o Criador", a Bíblia está cheia disso. Os símbolos numéricos também, e não só lá, como em todo o mundo, em várias mitologias, por exemplo o número 3, o número de Deus. Juntando essas e outras evidências, que são tudo o que nos cerca, com a noção, o senso, a certeza de Deus, com a Palavra d'Ele, vê-se que tudo é verdade, tudo aponta para a mesma ideia, concretizada em Cristo.
Se faltar um desses três requisitos, pode ser meio difícil seguir a linha que eu propus. O que acontece é que o ateu não crerá com isso que eu escrevi aqui, mas ele deve sabe que, se quiser crer, poderá crer, porque nada pode fazer perder a fé quem a tem, porque essa fé é verdadeira e se baseia numa Palavra incorruptível, um Universo curioso e que nos faz perguntas, e uma certeza que se negada fere a Razão.
Entrando em detalhes: a cruz não é na verdade um símbolo pagão, como ele diz, mas um símbolo com um significado universal, que além de ter sentido para os pagãos, arma o símbolo de Cristo, que está no centro de todo aquele círculo de indicações astrológicas, mostrando quem ele é: O Salvador, a Luz do Mundo. O que há de controverso nisso? Além do mais, a cruz era um instrumento de execução romano da época.



"Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus." João 3:3.

João 3:3, entre muitos versículos maravilhosos e cheios de sentido, que é um dos que resumem uma boa parte do plano de Jesus para a salvação, nos mostra como até a ideia de se fazer novo, santo, é necessária para a vida. Tudo faz sentido. Tudo é verdadeiro. Os cristãos não devem tremer de medo diante dos arguentos de um conhecedor do mundo, mesmo que ele coloque tudo de um jeito que pareça mover o Universo contra a verdade bíblica. E quando se diz que devemos carregar a cruz todos os dias, se diz que devemos procurar seguir a Cristo sempre, e sempre nos renovar, como o sol.

Já entrando em detalhes: curiosamente, na Era do Touro (4300-2150), as civilizações estavam se formando, e a primeira divindade animal foi a vaca, e depois o touro (ver mais sobre isso na postagem "Verbum caro factum est" , de 19/12/10). Na Era do Carneiro (2150-1), formou-se o povo judeu, cuja história prepara a vinda de Jesus, que veio a nós como Cordeiro de Deus (cordeiro é filhote de ovelha, e carneiro é o macho).
A Era de Peixes (1dC - 2150dC) vem em seguida, sendo que o peixe é o símbolo do cristão, desde os tempos do cristianismo primitivo. É a "Era Cristã'. Que curioso... Depois, a Era de Aquário (2150-4300), que não sei dizer ao certo o que pode significar, até porque estaria entrando no campo dos estudiosos de profecias bíblicas. Se eu soubesse mais e com mais clareza sobre o Apocalipse poderia até arriscar alguma ideia, mas acho melhor não. Mas veja que a 1ª Era começa em 4300 AC e essa acaba em 4300 DC...
Os judeus dizem que o mundo foi criado em 5000 AC ( se não me engano). Pode ser quem 4330 seja o último ano antes do fim deste Universo, mas não que isso indique alguma data relacionada à volta de Cristo, cuja data ninguém sabe, porque a Bíblia diz que virá sem que ninguém suspeite.
Outro fato curioso é como a Bíblia é cheia de siginificado e concordância com tanta diversidade de autores e datas, sem contar as profecias e evidências... Mas as pessoas ainda duvidam!
Mais detalhes: quanto à parte do bezerro de ouro, a Era do Touro foi marcada pelo paganismo (como por exemplo a deificação do boi), mas com a Era do Carneiro, Moisés queria estabelecer a lei de Deus, que traria seu Filho, o Cordeiro, e todos os ritos judaicos do A.T. tinham siginificado relacionado ao que viria a acontecer muito tempo depois, no N.T. com Jesus Cristo. Quanta perfeição!
É de se esperar que todas essas mitologias parecidas não evoluíram assim, mesmo separadas, porque um escritor simplesmente estudou o zodíaco. Os mitos não evoluem assim. Eles evoluíram mesmo separados porque o conteúdo dentro da mente humana é o mesmo.
E tudo deu certo assim e está concordando na Bíblia, maravilhosamente. Por que as pessoas duvidam diante de evidências cientificas, dados apenas, e não tremem diante de outro tipo de evidência?
A história de Noé, também, presente em culturas de todas as partes do mundo, até na Groenlândia (não só da região do Crescente Fértil), mostra que o Dilúvio é um tema universal, se não um fato universal.

III

Aqui destaco e parcamente comento trechos dos dois textos dos links que coloquei abaixo do documentário, do site Criacionismo (www.criacionismo.com.br) de Michelson Borges.
Do texto 1:
"Os estudiosos perceberam que a mitologia pagã é simplesmente o contexto interpretativo errado para se compreender Jesus de Nazaré."
"O colapso da antiga escola da História de Religiões ocorreu por principalmente dois motivos. Primeiro, estudiosos perceberam que os paralelos alegados eram ilegítimos. O mundo antigo era um lugar cheio de mitos de deuses e heróis. Estudos comparativos na religião e literatura requerem sensibilidade às suas similaridades e diferenças, ou o resultado será inevitavelmente distorção e confusão. Infelizmente, aqueles que apresentaram paralelos às crenças cristãs falharam em exercer essa sensibilidade."
"Na verdade, a maioria dos estudiosos chegou a duvidar se, apropriadamente falando, houve realmente algum mito de deuses que morriam e ressurgiam! No mito de Osíris, um dos mitos sazonais mais conhecidos, ele nem chega a voltar à vida, mas simplesmente continua a existir exilado no sub-mundo." 
'“Os deuses que morriam e ressurgiam estavam muito ligados ao ciclo sazonal. Sua morte e retorno eram vistos como refletidas nas mudanças nas plantas. A morte e ressurreição de Jesus é um evento único, não se repete, e não está ligado às mudanças sazonais... Não existe, pelo o que eu sei, nenhuma evidência clara que a morte e ressurreição de Jesus são uma construção mitológica, baseada nos mitos e ritos dos deuses sazonais das nações vizinhas. Enquanto for estudada com proveito contra o pano de fundo da crença da ressurreição judaica, a fé na morte e ressurreição de Jesus mantém seu caráter único na história das religiões. O mistério continua” (Ibidem, p. 221).'
"É inacreditável pensar que os discípulos originais teriam súbita e sinceramente acreditado que Jesus de Nazaré ressuscitou dentre os mortos apenas porque ouviram sobre mitos pagãos de deuses que morriam e ressurgiam."
"Quando eles disserem que as crenças cristãs sobre Jesus vieram da mitologia pagã, acho que você deveria rir. Então olhe para eles com os olhos arregalados e um grande sorriso e diga: “Vocês realmente acreditam nisso?” Aja como se tivesse acabado de conhecer alguém que acredite na terra plana ou na conspiração de Roswell. Você podia dizer algo do tipo: “Cara, essas velhas teorias estão mortas há mais de cem anos! De onde você está tirando isso?” Diga-lhes que isso é apenas lixo sensacionalista e não estudos sérios. Caso insistam, então peça a eles que lhe mostrem as próprias passagens que narram a suposta similaridade. São eles que estão nadando contra o consenso dos estudos, então faça-os trabalhar duro para salvar a religião deles. Eu acho que você descobrirá que eles nem sequer leram as fontes originais."
"Lembre-se: qualquer um que insiste nessa objeção tem de suportar o ônus da prova. Ele precisa mostrar que as narrativas são paralelas e, além disso, que são causalmente ligadas. Insista que eles suportem esse ônus, caso você leve as objeções deles a sério."
Do texto 2:
"Foi somente em celebrações posteriores pelos romanos (depois de 300 d.C.) que algo remotamente semelhante ocorreu."
"The Hindu World: an Encyclopedia Survey of Hinduism: “Não pode haver qualquer dúvida de que os hindus pegaram emprestado os contos [do cristianismo], mas não o nome.”[10]"
"7. A cronologia está toda errada. As crenças básicas do cristianismo existiam no primeiro século, enquanto que o total desenvolvimento das religiões de mistério não aconteceu até o segundo século."

Ou seja, isso nos indica que se houve algum plágio, fois dos pagãos tentando competir com os cristãos que avançavam.


"1.Em todos os casos de deuses que morrem, eles morrem por compulsão e não por escolha; às vezes, por orgulho ou desespero, mas nunca por amor sacrifical.[12]
2. Não há qualquer evidência de religiões de mistério inseridas na Palestina das três primeiras décadas do primeiro século. Não haveria tempo suficiente para que os discípulos fossem influenciados pelos mistérios, se eles estivessem dispostos a ser, o que não era o caso. Quando a influência dos mistérios atingiu a Palestina, principalmente por meio do gnosticismo, a igreja primitiva não aceitou, mas renunciou vigorosamente aos mitos pagãos. A falta de sincretismo dificulta a concepção.
3. Os deuses que morrem e ressuscitam, segundo os mitos, nunca morreram por outra pessoa (vicariamente), e nunca anunciaram morrer pelo pecado. A ideia de uma aliança substitutiva pelo homem é totalmente única ao cristianismo. Além disso, Jesus morreu uma vez por todos os pecados, enquanto os deuses pagãos eram frequentemente deuses de vegetação que imitavam os ciclos anuais da natureza, aparecendo e morrendo diversas vezes.
4. Jesus morreu voluntariamente e Sua morte foi uma vitória e não derrota; ambos os aspectos são contrários aos conceitos pagãos.[13]
5. Similaridade não prova dependência. Movimentos sociais e religiosos frequentemente compartilham formas de expressão ou práticas similares. Não é de se surpreender que encontrássemos paralelos em qualquer religião a respeito de vida após a morte, identificação com uma deidade, ritos de iniciação ou um código de conduta. Se uma religião deseja atrair conversos, precisa apelar para as necessidades e desejos universais dos seres humanos. Mas isso não indica dependência! Em qual cultura, por exemplo, a imagem de se lavar em água não significa purificação? O que importa, entretanto, não é a semelhança das palavras e práticas, mas os significados anexados a elas. A fim de provar um caso de dependência é necessário demonstrar semelhança na essência e não só na forma. Os escritores normalmente exageram similaridades formais, enquanto ignoram diferenças essenciais entre a história de Jesus e os variados mitos pagãos."

Isto é: os pagãos distorcem a verdade revelada na Bíblia, o Deus único e o Salvador, seu Filho, que se entregou ao sacrifício para remissão de nossos pecados.


"Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.
Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis;
porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.
Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos,
e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis." Romanos 1.19-23.


Antiga música egípcia tocada em lira.

"8. Como um judeu devoto, o apóstolo Paulo nunca teria considerado pegar emprestados seus ensinamentos de religiões pagãs (At 17:16; 19:24-41; Rm 1:18-23; 1Co 10:14), assim como João também não (1Jo 5:21). Não há a mínima evidência de crenças pagãs em seus escritos.
9. Como religião monoteísta com um corpo de doutrinas coerente, o cristianismo dificilmente poderia ter pegado emprestado de um paganismo politeísta e doutrinariamente contraditório."
"11. O cristianismo está baseado em eventos da história, não em mitos. A morte dos deuses de mistério aparece em dramas místicos sem nenhuma conexão histórica. A igreja primitiva cria que proclamava a morte e ressurreição de Jesus como fatos incontestáveis e era baseada em um verdadeiro evento histórico. Isso faz com que seja absurda qualquer tentativa de derivá-la de histórias míticas e não históricas dos cultos pagãos.
12. Se houve qualquer empréstimo, foi na outra direção. À medida que o cristianismo crescia em influência e se expandia, os sistemas pagãos, reconhecendo a ameaça, provavelmente pegaram alguns elementos do cristianismo. Por exemplo, o rito pagão do banho em sangue de touro (taurobolium) inicialmente tinha sua eficácia espiritual de 20 anos. Mas, assim que a “competição” com o cristianismo começou, o culto a Cybele, aumentou a eficácia de seu rito “de 20 anos à eternidade”[17], quase equivalendo, assim, à eternidade prometida aos cristãos.
13. O conteúdo moral de amor e compaixão, bondade e ações de caridade eram completamente diferentes. A forma cristã de humildade, permitindo que o próximo bata nas duas faces e o próprio exemplo de Jesus utilizando Seu poder apenas para o bem, diferencia seriamente daquilo que vemos na mitologia pagã."

Conclusão


Acho que já escrevi o bastante para desmascarar Zeitgeist, embora esse assunto busque também outras fontes e continue movendo diferentes opiniões. Acho que escrever uma introdução é sempre mais fácil do que fazer uma conclusão. O leitor que pondere como quiser, tomando o pressuposto que desejar. Há aqueles que enxergam a Deus, o buscam e não deixam a fé abalar por nada, até porque Deus não abandona o fiel, apenas deixa tudo de um jeito que no final das contas a força que mais pesa é a fé. Sem ela, não adianta nem um milagre. Com ela, não surgirá nenhuma prova nem nada que diga o contrário. Cuidado com as vozes enganadoras que ecoam por aí, que estão à todo momento e com toda a pressa e forçando, tentando convencer o reto ao andar pelo caminho ímpio. O fim está muito próximo, Jesus há  apenas 2000 e poucos anos veio e nos alertou do fim que virá com esta "geração", e o diabo está doido pra fazer o máximo de estrago até a última hora. Lembre-se: o alvo de seu ataque é sua mente, nada mais. 
Jesus Cristo é o Senhor!