domingo, 19 de dezembro de 2010

Verbum caro factum est

                Esta postagem é a que precede o Natal deste ano de 2010, e por isso seu conteúdo não pode deixar de desviar-se para o assunto natalino, como o título em latim revela, embora a princípio eu trate de uma questão sobre a qual há polêmica, divergência de visões, incerteza, justamente por se tratar de um questão que não deve ter resposta, apenas posicionamento -- o qual deve estar de acordo com a vontade de Deus: pregar o Evangelho e a verdade da salvação por Cristo a todos. Convido-o, amigo, a uma talvez longa leitura, mas bem reflexiva e que pode ajudar a inserir sua mente e coração no espírito natalino. Feliz Natal.
"Organ Chorale" - Fuga em a-flat menor, Obra 122, (1857) do compositor romântico alemão Johannes Brahms (1833-1897).

                Posso ser muito criticado, ou até mesmo apoiado pelo que vou dizer aqui em seguida. Não é uma visão muito afeita à doutrina cristã protestante tradicional, que dá tão grandioso crédito ao poder exclusivo da fé em Cristo em nos salvar. Como cristão educado segundo uma visão calvinista, eu não pude estabelecer essa visão sem antes dar ouvidos à minha consciência, que me impeliu a buscar entender o problema, mas também não deixei de me basear na Palavra e buscar um elo entre o que ela ensina e o meu coração me inclinava a aceitar. Só assim uma opinião poderia se dizer cristã, e não “herética”.
Advirto o leitor de que essa minha visão não deve ser confundida com nada que se assemelhe a uma filosofia estilo New Era, que confunde o certo com o errado, dizendo ser tudo uma coisa só, ou uma “mitologia moderna” ou “do futuro”, como sugeriu o erudito Joseph Campbell em “O Poder do Mito”, a qual parece estar se concretizando, e embora pareça santa e guiada por ideais de igualdade, por exemplo, é uma armadilha que camufla a verdade do poder do sangue de Jesus, mas sacia o desejo universal de espiritualidade universal... Não é nada que seja resultado de algo assim.
A princípio pensei que a visão que procurava defender era insustentável, mas quando fiz a pergunta: “o que salva?”, passei a pensar sobre isso, sobre o que é preciso fazer, o que é requisitado para alguém escapar da condenação do pecado.
A opinião que procurei sustentar, e agora eu defendo, é a de que “todas as religiões levam a Deus”, e “que há salvação para aqueles que nunca ouviram falar de Jesus”. A princípio pode parecer ao leitor cristão que essa idéia é abominável, porque parece reduzir o amor a Cristo e à Bíblia, como que os colocando em segundo plano. Não. Não é assim, não foi isso o efeito final: esse pensamento me levou a compreender mais profundamente o significado do sacrifício da cruz, e o que é “seguir a Cristo”, o que é ser salvo, o que é renascer.
                O leitor pode se perguntar: “Mas como isso é possível?”, porque vemos no Novo Testamento a importância da fé em Cristo, de como a salvação foi mostrada nele pela aceitação das boas novas e com o batismo, mas precisamos compreender que isso significava renascer, mudar de vida e seguir os passos de Jesus – não só crer, pois fé é algo além disso.
“Crês tu que Deus é um só? Fazes bem; os demônios também o crêem, e estremecem.” Evangelho de Tiago, capítulo 2, versículo 19.
                 E no Antigo Testamento, vemos que os hebreus eram “o povo de Deus”, porque foram escolhidos por Ele para crer no Deus Único, e para receberem em seu meio o Messias. Naqueles tempos de idolatria, as religiões pagãs ao redor eram muito diferentes da religião monoteísta do povo escolhido. Tão estranhas, deturpadas, tão manchadas pelo sangue de sacrifícios e magias que dificilmente poderíamos encontrar algo bonito e majestoso nelas.
Toda essa falsidade é abominável, e os homens tem culpa de serem idólatras, como mostra Paulo no capítulo 1 de sua Epístola aos Romanos, v.19-25:
“Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.
Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis;
porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.
Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos,
e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.
Por isso Deus os entregou, nas concupiscências de seus corações, à imundícia, para serem os seus corpos desonrados entre si;
pois trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador, que é bendito eternamente. Amém.”
Final da Sinfonia No. 1 do compositor romântico russo Piotr Ilytch Tchaikovsky (1840-1897), "Winter Daydreams".

As religiões não cristãs, principalmente as politeístas, não são verdades absolutas, não são caminho para lugar algum, a não ser para a perdição. Estão todos então, perdidos? Jesus Cristo veio a nós há uns 2000 anos atrás, aproximadamente. Desde que veio, estamos na mesma “geração",por assim dizer, a “geração final”, porque desde João Batista é anunciado que o fim está próximo, e o Salvador veio no final, para retornar pouco depois, no fim de tudo. Quer dizer que tudo o que existiu antes desse desfecho em que vivemos estava condenado à perdição? Não parece ter sentido, além do mais, sabemos que no Julgamento seremos julgados por aquele que pode perdoar nossos pecados. Quando morremos, adormecemos e aguardamos julgamento. Nosso espírito não visita a Terra, não vai para lugar nenhum, só aguarda o fim dos tempos, quando despertará ou para a salvação, ou para a condenação.
Por outro lado, todos os povos sentem necessidade de Deus, e buscam compreender o mundo à sua maneira, e apresentam por meio de mitos e filosofias muitas verdades universais. Da mesma forma que a maioria dos que crêem não são religiosos, a maioria dos cristãos também não é religiosa, tanto é que não é comum descrevermos uma pessoa com o adjetivo “religiosa”, porque a maioria contenta-se com uma espiritualidade superficial, não sentem necessidade de Deus, contentam-se em aceitá-lo e vivem uma vida espiritual sem frutos – sem obras. E sem obras não há fé, porque a fé produz obras, como nos ensina Tiago. Ter fé não é crer somente, é crer e “olhar”, é viver de forma agradável aos olhos de Deus, é mudar de vida, é viver para o outro e negar a si mesmo, é ter amor, caridade, compaixão, sentindo “sede” de Deus, e buscando a comunhão com Ele. Isso é ter fé.
Diz Paulo em sua Primeira Epístola aos Coríntios, capítulo 13:
A hierarquia dos carismas. Hino à caridade.
Aspirai aos dons mais altos. Aliás, passo a indicar-vos um caminho que ultrapassa a todos.
Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e as dos anjos, se eu não tivesse a caridade, seria como bronze que soa ou como o címbalo que tine.
                Ainda que tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência, ainda que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tivesse a caridade, nada seria.
                Ainda que distribuísse todos os meus bens aos famintos, ainda que entregasse meu corpo às chamas, se não tivesse a caridade, isso nada me adiantaria.
                A caridade é paciente, a caridade é prestativa, não é invejosa, não se ostenta, não se incha de orgulho.
                Nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor.
                Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade.
                Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
                A caridade jamais passará.
                Quanto às profecias, desaparecerão.
                Quanto às línguas, cessarão.
                Quanto à ciência, também desaparecerá.
                Pois o nosso conhecimento é limitado, e limitada é a nossa profecia.
                Mas, quando vier a perfeição, o que é limitado desaparecerá.
                Quando era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança.
                Depois que em tornei homem, fiz desaparecer o que era próprio da criança.
                Agora vemos em espelho e de maneira confusa, mas, depois, veremos face a face.
                Agora meu conhecimento é limitado, mas, depois, conhecerei como sou conhecido.
                Agora, portanto, permanecem fé, esperança, caridade, essas três coisas.
                A maior delas, porém, é a caridade.
 

A fé nos leva a orar, porque se pedimos com fé, recebemos, e se vivemos de forma correta, merecemos, e se pedimos bem, e não trivialidades, Deus se alegra em conceder o pedido. Também a oração nos impele a agir, nos abre para Deus agir em nós.
A.     W. Tozer diz em seu livro “Homem: habitação de Deus”, capítulo 21:
“Para receber-se resposta à oração, como a Bíblia emprega o termo e como historicamente os cristãos entendem, dois elementos precisam estar presentes: 1) um claro pedido feito a Deus, de um favor específico; 2) uma clara concessão desse favor, feita por Deus, em resposta ao pedido. (...).
Quando nos dirigimos a Deus a petição para que ele modifique a situação em que nos achamos, isto é, de que ele responda à oração, precisamos preencher duas condições: 1)devemos orar segundo a vontade de Deus; 2)devemos estar naquilo que os cristãos à moda antiga muitas vezes chamam de “território da oração”; isto é, devemos viver de modo agradável a Deus.
(...) Deus não se pôs na obrigação de acatar pedidos de cristãos mundanos, carnais ou desobedientes. (...)”

Diz João em sua Primeira Epístola, capítulo 3, v.21-22:
“Amados, se o coração não nos condena, temos confiança para com Deus;
e qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista”.

João também diz em seu Evangelho, capítulo 15, v.7:
“Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito.”

Tozer nos mostra que Deus nem sempre responde às orações, mas a Bíblia ensina bem como devemos orar para sermos atendidos. Tozer diz também:
“Deus deseja que oremos e deseja responder a nossas orações, mas ele faz nosso uso da oração, um privilégio, fundir-se com o seu uso da oração, uma disciplina. Para recebermos respostas à oração, precisamos cumprir os termos de Deus. (...)”.
Tiago nos diz no capítulo quatro, v.3 de seu Evangelho:
“Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites”.
 

Tudo isso pode nos ajudar a responder a pergunta “Por que oramos?”. A oração traz esperança, paz, ação e resultado, se feita com fé, e para ser ouvida, necessitando desse requisito, ela funciona como um meio de aproximar o homem de Deus, estabelecendo comunhão. Precisamos conversar com o Pai, aliás, se ter fé é orar, então essa é uma ótima forma de louvá-lo, de mostrar gratidão, de clamar por algo, de mostrar amor. Deus já sabe de tudo o que precisamos, conhece nossos medos e nossas necessidades, mas Ele quer que oremos, para atender-nos, porque Ele quer que exercitemos nossa fé, e que por fé tenhamos a salvação.
O que dizer, então, daqueles que tem fé em falsas doutrinas, religiões que são resultado dessa busca universal pela verdade, mas que não encontra resultado real por causa da cegueira do pecado e sua corrupção?
É importante que, sendo cristãos, e não ateus, reconheçamos que em toda religião existe pelo menos um fundo de verdade, como disse C. S. Lewis em “Cristianismo Puro e Simples”. E isso é verdade. Em meio a idolatria do hinduísmo, por exemplo, vemos a figura da divindade dividia em três, eterna que tudo engloba, superior às divindades menores, como um só, o que se assemelha com a visão cristã de Deus. Isso está bem mostrado no “Bhagavad Gita”, trecho do épico hindu “Mahabarata”. E eles meditam sobre isso, e nos seus mantras vemos belas mensagens de compaixão. No meio das bagunças de crenças que fervilham pelo planeta, vemos dois tipos de pessoas, a grosso modo, assim como vemos em meio aos tantos cristãos que estão espalhados por todo o mundo.
Existem, em todos os lugares, os religiosos superficiais, os hipócritas, os fanáticos, os mundanos, os idólatras por excelência, enquanto existem aqueles (bem poucos), que a seu modo, mesmo que de forma limitada, reconhecem a Deus em suas vidas, e vivem com fé e amor: porque amando o próximo, amam a Deus, e vice-versa, e por isso são caridosos e humildes; reconhecem a Deus (seja como o Deus Único ou até como algo diferente, não sabemos) e por isso negam a si mesmos, e a “consciência” lhes mostra o que é correto, e vivem em comunhão com o divino, com o bom, e por isso tem fé. Mas não ouviram falar de Jesus. Como então eles são salvos? Como seres humanos, da mesma forma que todos os outros: pelo sacrifício de Jesus Cristo. Pelo menos é o que me parece.


“A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco; pois quem ama ao próximo tem cumprido a lei.” Romanos 13:8.

“E dele temos este mandamento, que quem ama a Deus ame também a seu irmão.” 1 João 4:21.
“Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada.” João 14:23.

Ora, o Messias veio para salvar o mundo, a humanidade, logo todos serão julgados por ele no fim, segundo a sua Justiça, e serão separados os ímpios dos justos, os que viveram para a carne dos que viveram para o espírito, dos que viveram com orgulho e vaidade dos que viveram com caridade e humildade, os que não tiveram fé, não creram ou não conheceram a Deus, dos que viveram e foram justificados pela fé...
Leia Evangelho de Mateus, capítulo 25, versículos 31-46.
Se as outras religiões são meias verdades, tentativas de se alcançar a verdade, servindo ou não de caminho para alguém reconhecer a Deus e viver para Ele, dependendo de cada um, e não delas, assim o cristianismo é a verdade, porque Cristo é a Verdade, e deve ser anunciada, mas nós não somos salvos por essa religião, mas sim por reconhecer a Deus, a Jesus Cristo e viver para Ele, dependendo de cada um de nós... Isso responde a minha pergunta inicial: “O que salva?”.
Verbum caro factum est”,E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.” João 1:14.
               O Natal está próximo, neste dezembro de 2010, em que escrevo esse texto. Nada mais apropriado para uma postagem natalina. Será que essa visão de que a salvação pode ser conseguida por não cristãos que não ouviram sobre Jesus, fez-me bem?
Vejamos o que Tozer diz sobre isso, em “Homem: habitação de Deus”, capítulo 29, e vou aproveitar para transcrever trechos do capítulo que tratam de outro assunto, muito importante, que está indiretamente relacionado, tratando não só de uma nova visão dentro do cristianismo, mas mostrando como devemos reagir a experiências e testemunhos espirituais que vêm de fora:
               “Estes são tempos de prova para as almas. O Espírito falou expressamente que nos últimos tempos alguns se desviariam da fé, ao dar ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios (...).
               Por mais estranho que pareça, hoje o perigo é maior para o cristão fervoroso que para o indiferente e o presunçoso. Aquele que busca as melhores coisas de Deus anseio por ouvir qualquer pessoa que ofereça algum modo de obtê-las (...)
               Nosso Senhor Jesus Cristo, o grande Pastor das ovelhas, não deixou seu rebanho à mercê dos lobos. Ele nos deu as Escrituras, o Espírito Santo e poderes naturais de observação (...). “Julgai todas as coisas, retende o que é bom”, disse Paulo (1Tessalonicenses, 5:21). João escreveu: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora” (1João 4:1). Nosso Senhor nos advertiu: “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mateus 7:15). (...) ‘Pelos seus frutos os conhecereis’ (v.16).
               (...) Exposto de forma resumida, o teste é esse: essa nova doutrina, esse novo hábito religioso, essa nova visão da verdade, essa nova experiência espiritual – como isso tudo afetou minha atitude e minha relação com Deus, com Cristo, com as Escrituras Sagradas, comigo mesmo, com os outros cristãos, com o mundo e com o pecado? (...) Pelo fruto conhecemos a árvore. (...).”
               Esse teste, que deve ser realizado sempre que houver dúvida sobre algo, é perguntar a si mesmo: I. Como foi afetada minha relação com Deus; II.Como foi afetada minha relação com Cristo; III. Como foi afetada minha relação com as Escrituras; IV. Qual foi seu efeito em minha caminhada cristã; V. Como foi afetada minha relação com os irmãos em Cristo; VI. Como foi afetada minha relação com o mundo; VII. Como foi afetada minha relação com o pecado?
 
Terceiro movimento da Sinfonia No.8 do compositor romântico tchecoslováquio Antonín Dvorák (1841-1904).

               Pelos seus frutos os testamos. Maomé, o comerciante viajante e estudioso, disse ter recebido uma revelação do anjo Gabriel, e assim fundou uma nova religião, dizendo que Jesus foi apenas um profeta, e assim colocando a Bíblia como mentira. Tantos hoje acreditam nesse Maomé, negando a verdade da Palavra que nos revela o Deus Único, Criador, o Inominável, que ousamos chamar de Iaweh, ou Javé, Jeová, e o Verbo, o Messias, o Cristo, Emanuel (o Deus Conosco). Deixam de crer na Bíblia Sagrada para crer no que um (falso) profeta ditou. Será que foi mesmo um anjo que falou a ele, se é que alguém falou?
               O mesmo se aplica a Allan Kardec, e assim coloco dois exemplos famosos e práticos nesse texto. Antes cético, deu ouvidos a espíritos que se manifestaram e codificou uma nova doutrina, uma nova religião, que se apega em parte ao cristianismo, mas só aceita parte do Evangelho, e ainda sim interpretado de modo que o sacrifício de Jesus perde seu poder e ele não é visto como Deus. Mas está escrito que ele foi chamado Emanuel, que quer dizer O Deus Conosco! Por acaso os espíritos que falaram a Kardec eram espíritos bons, ou não seriam demônios enganadores, como escreveu Tozer, a partir do que está escrito claramente na Bíblia:  “dar ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios”. É triste pensar nisso! Mas serve para ficarmos espertos, e aqui fica claro a importância de se conhecer a Bíblia, lê-la e julgar tudo a partir dela, e não do que dizem por aí os homens e os espíritos desconhecidos.
                Tudo isso aconteceu depois de Jesus, depois que ele derramou seu sangue e nos alertou sobre tudo isso que vem acontecendo da mesma forma desde que ele veio ao mundo e iniciou seu ministério. Desde aquilo até hoje, vem surgindo falsas doutrinas, heresias, e muito mais que prenuncia o fim àqueles que prestam atenção.
               Neste Natal, meditemos sobre a divindade de Jesus, e o reconheçamos como o Deus Salvador, e com fé nele caminharemos para a paz, e estaremos em um lugar seguro, longe dos ameaçadores perigos que existem hoje, longe das trevas, bem guardados em segurança e tranquilidade eternas... Mas para isso, cuidado, porque estamos ainda no mundo e a vinda do Filho está mui próxima: há sinais por toda parte, tantos que podem até assustar o que se aprofunda na observação.
           "Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? acaso a favor dos vivos consultará os mortos?" Isaías, capítulo 8, versículo 19.
            “Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” Primeira Epístola a Timóteo, capítulo 4, versículo 1.

  

               A opinião tratada desde o começo do texto, não contradiz as Escrituras. O fato de quase não tratarem desse assunto assegura a necessidade de se pregar o Evangelho, de modo que não sabemos por certo se alguém que não ouvir sobre Jesus vai se salvar, e reconhecemos que a Escritura é verdade, e o resto, formas deturpadas, tentativas de chegar a ela.
               Esse fato, se real, não diminui a importância de Cristo, mas mostra o quanto é abrangente a sua bênção. Todos seremos julgados segundo a sua Justiça. Isso é muito bonito, traz muita alegria, e é isso que deve estar em nossas mentes para termos um Feliz Natal.
               Minha visão de Deus mostrou-se ainda mais maravilhosa, agora que eu acho que qualquer um que seja predestinado, escolhido por Deus, possa reconhecê-lo por si mesmo, e ter comunhão com Ele, porque Ele está em todo lugar e a criação testemunha a sua glória, e por causa de Jesus, essa pessoa pode se salvar – por fé. Ela nos salva, com vemos claramente na Bíblia.
               Leia este trecho da Epístola aos Hebreus, capítulo 11, v.1-19.
               “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem.
Porque por ela os antigos alcançaram bom testemunho.
Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê.
Pela fé Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho das suas oferendas, e por meio dela depois de morto, ainda fala.
Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte; e não foi achado, porque Deus o trasladara; pois antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus.
Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.
Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, sendo temente a Deus, preparou uma arca para o salvamento da sua família; e por esta fé condenou o mundo, e tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé.
Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, saindo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.
Pela fé peregrinou na terra da promessa, como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa;
porque esperava a cidade que tem os fundamentos, da qual o arquiteto e edificador é Deus.
Pela fé, até a própria Sara recebeu a virtude de conceber um filho, mesmo fora da idade, porquanto teve por fiel aquele que lho havia prometido.
Pelo que também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar.
Todos estes morreram na fé, sem terem alcançado as promessas; mas tendo-as visto e saudado, de longe, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.
Ora, os que tais coisas dizem, mostram que estão buscando uma pátria.
E se, na verdade, se lembrassem daquela donde haviam saído, teriam oportunidade de voltar.
Mas agora desejam uma pátria melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de ser chamado seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade.
Pela fé Abraão, sendo provado, ofereceu Isaque; sim, ia oferecendo o seu unigênito aquele que recebera as promessas,
e a quem se havia dito: Em Isaque será chamada a tua descendência,
julgando que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar; e daí também em figura o recobrou.”
 
"Pois haverá um dia em que gritarão os vigias sobre o monte de Efraim: Levantai-vos, e subamos a Sião, ao Senhor nosso Deus." Jeremias 31:6.


Marching to Zion
Come, we that love the Lord,
And let our joys be known;
Join in a song with sweet accord,
Join in a song with sweet accord
And thus surround the throne,
And thus surround the throne.
Refrain
We’re marching to Zion,
Beautiful, beautiful Zion;
We’re marching upward to Zion,
The beautiful city of God.
The sorrows of the mind
Be banished from the place;
Religion never was designed
Religion never was designed,
To make our pleasures less,
To make our pleasures less.
Refrain
Let those refuse to sing,
Who never knew our God;
But favorites of the heavenly King,
But favorites of the heavenly King
May speak their joys abroad,
May speak their joys abroad.
Refrain
The God that rules on high,
And thunders when He please,
Who rides upon the stormy sky,
Who rides upon the stormy sky,
And manages the seas,
And manages the seas.
Refrain
This awful God is ours,
Our Father and our Love;
He will send down his heav’nly powers,
He will send down his heav’nly powers,
To carry us above,
To carry us above.
Refrain
There we shall see His face,
And never, never sin!
There, from the rivers of His grace,
There, from the rivers of His grace,
Drink endless pleasures in,
Drink endless pleasures in.
Refrain
Yea, and before we rise,
To that immortal state,
The thoughts of such amazing bliss,
The thoughts of such amazing bliss,
Should constant joys create,
Should constant joys create.
Refrain
The men of grace have found,
Glory begun below.
Celestial fruits on earthly ground
Celestial fruits on earthly ground
From faith and hope may grow,
From faith and hope may grow.
Refrain
The hill of Zion yields
A thousand sacred sweets
Before we reach the heav’nly fields,
Before we reach the heav’nly fields,
Or walk the golden streets,
Or walk the golden streets.
Refrain
Then let our songs abound,
And every tear be dry;
We’re marching through Immanuel’s ground,
We’re marching through Immanuel’s ground,
To fairer worlds on high,
To fairer worlds on high.
Refrain

               A busca por sustentar esse pensamento me levou a enxergar melhor o que salva, como devemos agir para sermos salvos. É isso que o batismo simboliza: nas águas deixamos o homem antigo e carnal, e vivemos como novas pessoas. É por isso que Jesus falava em “nascer de novo”, e poucos entendiam, porque a maioria, em sua ignorância pecaminosa, não compreendiam.
               Leia este belo trecho do Evangelho de João, capítulo 3, versículos 1-21, quando Jesus fala com Nicodemos:
               “Ora, havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus.
Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.
Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.
O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.
O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.
Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode ser isto?
Respondeu-lhe Jesus: Tu és mestre em Israel, e não entendes estas coisas?
Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testemunhamos o que temos visto; e não aceitais o nosso testemunho!
Se vos falei de coisas terrestres, e não credes, como crereis, se vos falar das celestiais?
Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem.
E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado;
para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna.
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
E o julgamento é este: A luz veio ao mundo, e os homens amaram antes as trevas que a luz, porque as suas obras eram más.
Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.
Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que seja manifesto que as suas obras são feitas em Deus.”
 

Neste Natal que está chegando, devemos nos alegrar e louvar ao Senhor, porque nós nos lembraremos do significado da vinda do Messias. Ele veio para que toda a humanidade fosse perdoada, isso significa que é por ele que conseguimos ter comunhão com Deus, e é nele que temos fé e é por ele que a fé nos justifica e salva.
Está escrito a respeito de Jesus em João 14.6: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim”. Jesus é o Caminho porque todos passaremos por ele. Ele será nosso juiz, toda a humanidade passará por ele, pois só por ele somos salvos. É a Verdade pois é o Verbo que se fez carne, a Palavra de Deus encarnada. Verbum caro factum est. E é isso que comemoramos no Natal. E é a Vida, porque ele nos dá a vida eterna, e com ele viveremos para sempre, pelos séculos dos séculos.
Tozer, no capítulo 6 “A voz do verbo” do livro “À procura de Deus”, nos mostra o poder da palavra de Deus. Está escrito que Ele disse, e assim se fez. A voz de Deus é a razão de tudo ser. A Bíblia é a voz escrita de Deus, por isso é verdadeira e deve ser pregada para o mundo. Jesus é o Verbo, isto é, a palavra encarnada,e  a segunda pessoa da Trindade, o Filho, tem também esse nome. E ele veio a nós, pelo mistério da encarnação, e falou a nós, e livrou-nos com seu sangue. Isso é motivo de louvor eterno.
Mesmo a salvação sendo possível para pessoas que nunca ouviram falar de Jesus, isso é muito difícil, é raro e não é o ideal, embora essas pessoas se diferenciem das demais. A verdade cristã deve ser pregada pois ela será responsável por livrar muitas almas das trevas da idolatria, e é o caminho ideal. Essa visão defendida não diminui a necessidade de se pregar o Evangelho, pelo contrário, mostra que não devemos perder tempo realçando diferenças entre doutrinas e religiões, mas sim buscar pregar o que deve ser pregado do Evangelho aos que não crêem, que é o que diz respeito à Cristo Jesus, a seu sacrifício,á remissão dos pecados e a transformação a que ele nos convida, o renascimento, o amor, a caridade, a compaixão, a humildade, e por aí vai, e não falar das ações do demônio e do inferno, e coisas do tipo.
Também, isso nos ensina a pregar a tolerância e amor ao próximo e a harmonia entre as religiões, visto que se combatemos o fanatismo e outros vícios, abrimos espaço para que as religiões monoteístas se expandam e o paganismo seja cada vez mais reduzido. Isso me lembra a “carta para a compaixão”, defendida pela inglesa historiadora de religiões Karen Armstrong, com o objetivo de selar um acordo entre diferentes religiões de compaixão e tolerância, que, segundo ela, são os objetivos de todas elas, desde o princípio, mas que foram deturpados. Não foram deturpadas as palavras santas da Bíblia por muitos homens poderosos e malvados,e falsos profetas?
Pensem em quantos árabes islâmicos louvaram e amaram a Deus profundamente na Idade Média, e pensem em quantos cavaleiros europeus não foram iludidos pela Igreja naquele tempo e não espalharam sangue e ódio pela Terra Santa durante as Cruzadas...
É importante tomar nota de que, como nos mostra Karen Armstrong em seu livro “Uma história de Deus”, o monoteísmo foi a primeira forma de o homem compreender a razão do Universo, sendo que mais tarde a divindade única foi sendo substituída por divindades menores, “espíritos”, trazendo o politeísmo, um culto centrado na matéria e no adorador, e não no espírito e no adorado, um culto idólatra, que Paulo condena no primeiro capítulo da Epístola aos Romanos.
Em Atos, capítulo 17, Paulo vai à Atenas, e discursa no Areópago, e como todos sabem, Atenas era a cidade dos filósofos. Lá, Paulo conseguiu converter muitos, que deixaram de lado a idolatria e reconheceram a Deus e a Cristo. É sábio como ele apresentou Deus aos atenienses:
“Então Paulo, estando de pé no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vejo que sois excepcionalmente religiosos;
porque, passando eu e observando os objetos do vosso culto, encontrei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais sem o conhecer, é o que vos anuncio.
O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;
nem tampouco é servido por mãos humanas, como se necessitasse de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas;
e de um só fez todas as raças dos homens, para habitarem sobre toda a face da terra, determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação;
para que buscassem a Deus, se porventura, tateando, o pudessem achar, o qual, todavia, não está longe de cada um de nós;
porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois dele também somos geração.
Sendo nós, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida pela arte e imaginação do homem.
Mas Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo lugar se arrependam;
porquanto determinou um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que para isso ordenou; e disso tem dado certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.”
Eu não me arrisco a delongar em pensar sobre aqueles que nasceram e morreram em sociedades de religiões puramente idólatras, como a mesopotâmica. Como bem se sabe, lá surgiram as primeiras cidades – pode-se dizer o primeiro berço da civilização. A princípio, havia o monoteísmo, e como nos ensina Joseph Campbell em seu livro “As Máscaras de Deus – Filosofia Oriental” (um de quatro livros que formam uma coleção), mais tarde surgiu o culto à uma divindade terrena, a “deusa mãe”, a própria terra, por assim dizer. Com o desenvolvimento da agricultura, o primeiro animal foi deificado: a vaca. Com a invenção do arado, o culto à vaca deu lugar ao culto ao boi: representante da força, que abre o solo e permite a fecundação, cujos cornos lembram a forma do astro lunar, numa curiosa passagem do culto ao feminino para o culto ao masculino, e, sobretudo, considerando o começo dessa sequência, do culto ao espiritual e único, ao culto do terreno e variado. E não para por aí: mais tarde, quando os Estados surgiram, os “reis” passaram a ser os deuses (como os faraós foram no Egito), passando a ser enterrados juntos às suas cortes (esses últimos, todos os seus súditos, eram enterrados vivos), em sinal de retorno à divindade Terra.
Lira com cabeça de touro, da Mesopotâmia. Percebemos a realeza do animal deificado pelo ouro, pela barba postiça e os chifres muito parecidos com uma lua crescente. Forte, o touro (que é macho, obviamente) puxava o arado, abrindo a terra (que é fêmea), permitindo a fecundação, e o surgimento da vida. Os antigos notaram isso, e elaboraram essa e muitas outras intrincadas e belas mitologias -- mas se esqueceram daquele Único, Inominável e Irrepresentável, no qual andamos, do qual vivemos, aquele que tudo fez e tudo faz...

Em algum trecho das Escrituras, o qual eu não me lembro bem, disse algo assim: os imperadores erguem grandes monumentos e governam grandes extensões e maravilhas, mas agora estão debaixo da terra, em trevas... E se houve um Dilúvio para castigar aqueles povos, e Noé e sua família viveram, é porque eles eram os únicos que tinham fé em Deus. Não havia nenhum outro sequer que por fé se salvasse, assim como em Sodoma e Gomorra não houve nem um sequer, exceto Ló e sua família que foi retirada (com exceção de sua esposa, que pelo destino a ela reservado não deve ser considerada como uma sobrevivente). Vemos aqui o poder da fé: ela salva!
Será que algum humilde trabalhador de uma cidade estado da Mesopotâmia, naquela época tão remota, milhares de anos antes de Cristo, crescendo e aprendendo a cultuar ídolos, pôde ser salvo, de alguma forma? Será que algum, ou alguns, naquele meio, ou talvez na Grécia, entre os filósofos, ou em qualquer outro lugar, alguém pôde ter fé e assim conseguido salvar-se? Grande mistério, que pertence a Deus – e a ninguém mais!
 Estátua da deusa egípcia Hathor, relacionada à mulher, vaca e céu; chamada de mãe de todas as coisas. Os egípcios tinham grandes semelhanças com seus vizinhos da Mesopotâmia.

Vejamos que idolatria não é só crer em algo que não seja Deus, mas também viver para si mesmo e para algo que não seja Ele:
“Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais; a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria”.


Eu não sei ao certo o que pensar daqueles que ouviram sobre Jesus, mas não o reconheceram como o Salvador e como o Deus Filho encarnado, aqueles que ouviram mas não crêem na salvação por meio de Jesus, e pela fé nele, como a Bíblia nos ensina. Eu imagino que, se diante da verdade não a reconheceram, então não tem desculpa. E me parece que se eu não pensasse assim, estaria indo contra a clareza da Palavra e colocaria (indiretamente) em segundo plano o sacrifício da cruz, o que é um erro grave que coloca quem o faz numa situação crítica como a daqueles outros. E isso é uma das maiores tentações da atualidade, que ataca muitos cristãos, visto que o diabo está se esforçando tanto nesses dias finais em que vivemos, procurando de todas as formas mobilizar toda a sociedade de modo a contradizer a Bíblia, a pregar outras espiritualidades que não se opõem de todo ao cristianismo, mas fogem da soberania de Cristo, de modo que atrai para si cada vez mais pessoas, que encontram uma aliança entre a tradição cristã, comum no Ocidente, e aos cultos mágicos que tem suas raízes nas idolatrias do passado. Entre a moral cristã e a religiosidade primitiva, como dos índios, das tribos africanas, etc. Por isso, se você ouve sobre Jesus, não pense que deverá desprezar essa verdade sem sofrer por isso!

“Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; aquele que confessa o Filho, tem também o Pai.” João 10:23

Duvida, amigo, de que Jesus é Deus? Eu posso provar que é, se você acredita que ele veio para nos salvar, mas não que é Deus. Se você já o vê como seu salvador, eu te digo: está no caminho certo!
Primeiramente, a Bíblia, que nos fala de Deus e do Cristo, isto é, a Palavra escrita que nos apresenta o Verbo encarnado, nos mostra que Jesus é a encarnação da segunda pessoa da Trindade, ou seja, o Filho, nada menos que Deus. Mas se você foi orientado a seguir uma interpretação que oculta esse sentido (pois na história do cristianismo houve mais de uma doutrina sobre a natureza de Cristo), então eu falo de outra maneira.
Se o ser humano estava decaído, e precisava do sacrifício de alguém para redimir seus pecados, então só alguém perfeito poderia se arrepender perfeitamente, morrer e ressuscitar – triunfar sobre a morte. Só algo divino faria isso. Mas, poderia um anjo fazer o que só Deus faria? Quem, além da Vida e da Bondade, poderia vencer a morte e o mal? Um anjo pode ser santo por não ser pecaminoso, por refletir a glória de Deus, como nós refletiremos sua glória no Céu, mas só Deus pode nos salvar.
Se Jesus fosse um espírito criado por Deus, mas não Deus, não seria seu filho, e sim criatura. Somos criaturas de Deus. A criatura é feita por alguém mas não da mesma essência que esse alguém. Assim é a relação escultura-escultor, pintura-pintor. Mas o filho é da mesma essência que o Pai, vem dele, e é ele, em parte. O Filho é uma das três partes de Deus, portanto é Deus. Se Jesus é filho de Deus, só pode ser Deus, sendo o Filho que é o Verbo.
Também, se Jesus é o Verbo, e pela Palavra de Deus tudo se fez, e ainda se faz, pois como disse Tozer, a voz de Deus soa sem parar desde o Princípio, então Cristo existe desde o começo, ou seja, antes do Universo, e portanto, antes de existir tempo e espaço. E o que está além dessa esfera limitada? A eternidade. Logo, o Cristo é eterno, e se só Deus é Eterno, porque só Ele é a Origem, o Criador, o Tudo, então o Cristo só pode ser Deus, o Filho.
Em três parágrafos apresentei três linhas de raciocínio que mostram que Jesus é Deus, além do que a Bíblia já fala com a sua verdade.

“Contudo, o homem que não tem fome nem sede de Deus pode estar salvo?” (de “Á procura de Deus”, de A. W. Tozer).
 

O que uma guirlanda tem a nos ensinar? Ela nos diz muito sobre o Natal. Seu formato circular representa a coroa de Cristo, e também representa a eternidade, e santidade, porque ele é o Rei do Reino dos Céus, ele é o Filho de Deus.
Neste Natal, louve ao Senhor pela benção da Salvação por Jesus Cristo. Alegremo-nos juntos, em comunhão, porque em Cristo somos vitoriosos! Que a graça de Deus venha a nós, pecadores, que temos sede do Senhor e clamamos por sua Misericórdia, que a fé cresça e nos fortaleça. Amém.