sábado, 30 de outubro de 2010

O Cântico do Senhor

                O Bhagavad Gita (O Cântico do Senhor) é um trecho do grande épico hindu, o Mahabarata. O épico possui mais de 74000 versos em sânscrito e mais de 1,8 milhão de palavras. É o texto sagrado de maior importância do hinduísmo. Significa “a grande dinastia Bárata”, ou mesmo “a grande índia”. O Mahabarata retrata a luta dos conquistadores arianos contra os habitantes primitivos, os dravídicos. Foi escrito por volta dos séculos V e IV a.C.
O Gita conta o diálogo entre Krishna, o avatar (encarnação) de Vishnu, e Árjuna, no campo de Kuruksetra, extensa planície nas cercanias da atual Délhi, na véspera da batalha a ser travada lá.
Ilustração de antiquíssimo manuscrito, retratando a batalha de Kuruksetra.


Dhritarastra era o rei cego dos Kurus, que concedeu o direito do trono a seu filho mais novo, Yudhisthira, por sua sabedoria e equilíbrio. O primogênito, Duryodhana, revolta-se e disputa o trono. Nessa hora Krishna vem ao mundo e busca a conciliação, mas, vendo que isso não é possível, toma o partido de Yudhisthira, servindo como cocheiro do heroi que lutará por ele.
Ilustração retratando Árjuna (o heroi) e Krishna (o avatar azul como cocheiro).

       Há muita simbologia nesse panorama inicial. O campo de batalha é o nosso mundo, a nossa vida. Os dois exércitos são os opostos que se combatem diariamente: o bem e o mal, a sabedoria e a ignorância. Viver é escolher, lutar e renunciar. A felicidade é a busca pelo equilíbrio, que só se obtém com a renúncia a si mesmo e a caminhada em direção a Deus.
Eu, sendo cristão, notei muitos pensamentos semelhantes ou que combinam com a visão cristã. Por outro lado, notei o quanto é complexo o pensamento oriental, sendo que o Gita tem influência sobre muitas filosofias, como o taoísmo e o budismo. 
Chamou minha atenção o fato de no hinduísmo haver uma trindade divina. O três é reconhecido por eles como o número de Deus, assim como reconhecem os cristãos. Brahma, Vishnu e Shiva é a trindade, e Krishna é a encarnação de Vishnu. Isso lembra Jesus Cristo como a encarnação do Deus Filho.
Transcrevi trechos do Bhagavad Gita, da edição organizada por Murillo Nunes de Azevedo, e alguns comentários do livro.
 Embora aceite várias e várias divindades, o hinduísmo tem como divindade principal e superior a trindade formada por Brahma, Vishnu e Shiva. Não deixa, porém, de ser uma religião politeísta, cultuadora de imagens, e portanto, pagã, embora o Bhagavad Gita apresente Krishna defendendo o culto a ele somente, e não aos semideuses. Talvez o escritor (ou os escritores) do Gita fosse um iluminado em meio à cegueira da idolatria, reconhecendo no mítico Krishna o significado apenas imaginado que em Jesus tornou-se concreto e real: a encarnação de Deus, e a salvação pela fé nele como o Salvador, e pelo amor a ele, assim seguindo os seus passos. O que há de semelhante e concordante com a fé cristã em outras religiões são apenas as manifestações da espiritualidade humana que apontam para Cristo, o Deus Conosco, Emanuel, que fez-se carne para revelar-se a nós, pois ao Filho foi-nos dado a conhecer, mas não ao Pai, cuja glória os olhos humanos não podem suportar... E quanto ao Espírito Santo, ele nos foi enviado por Jesus quando ascendeu aos Céus, para substituí-lo nesse mundo. O Espírito Santo habita o coração do povo de Deus, que é os creem em Jesus como o único Salvador.

[Krishna]: “Libertos das paixões do medo e da cólera, cheios de Mim, refugiando-se em Mim, purificados pelo fogo da Sabedoria, muitos entram no Meu Ser”. 4.10.

“Por qualquer caminho que os homens se aproximem Eu lhes dou boas-vindas, pois todos os caminhos chegam até Mim”. 4.11.

“Conhecendo a Mim, e compreendendo que Eu sou aquele que recebe o sacrifício e a austeridade e que sou o poderoso senhor de todos os mundos, aquele que ama todos os seres, o homem santificado conseguirá paz”. 5.29.

“O que se chama normalmente de renúncia pe atividade disciplinada. Pois ninguém se torna Yogue sem desfazer-se de propósitos egoístas”. 6.2.

“Quando o indivíduo não se apega aos objetos dos sentidos e renuncia a todos os resultados diz-se que ele atingiu o equilíbrio”. 6.4.

 

“A Yoga não serve para aquele que come demais ou de menos, que dorme pouco ou muito. Mas para aquele que é moderado no alimento e na recreação, que é controlado nas ações, cujo sono e vigília são equilibrados e que pratica a disciplina da Yoga, todo o sofrimento é destruído”. 6.16-17.

“Abandonando completamente todos os desejos nascidos do egoísmo, controlando a mente e os sentidos de todas as formas”. 6.24.

“À medida que o Yogue harmoniza a sua natureza, livre do pecado, acha facilmente a infinita bem-aventurança, nascida do contato com o Eterno”. 6.28

“Aquele que está harmonizado pela Yoga vê o Ser em todos os seres. Em todas as partes ele vê a mesma coisa”. 6.29.


            O Bhagavad prega intensamente a renúncia, princípio do desapego à matéria, aos sentidos, aos desejos, desprendendo-se tanto da alegria como da tristeza, vivendo em equilíbrio entre os opostos. Essa visão não é muito diferente da visão cristã da renúncia. A Bíblia nos mostra que para seguirmos a Jesus devemos negar a nós mesmos, "tomar a cruz e segui-lo". 
            O teste feito a Abraão por Deus, quando ele esteve prestes a sacrificar seu filho Isaque, foi o sinal esperado de que nada preencheria inteiramente o coração dele, senão Deus. Depois daquele teste, Isaque deixou de ser o centro da adoração de seu pai, mas o Deus misericordioso não o retirou de seu servo fiel, Abraão. Ele era rico e muito tinha, inclusive seu filho, mas nada possuía de fato, só a presença de Deus. Ele esteve exterior às coisas, embora fizessem parte de sua vida. O teste foi doloroso para seu coração, mas afinal de contas revelou uma transformação maravilhosa. O cristão deve passar pelo mesmo.
            O homem, longe de Deus, passa a tentar preencher o vazio do seu ser com o que é palpável, com as suas posses, caindo no pecado. O homem iluminado, como diz o Gita, o que reconheçe a Deus, o busca, e tem sede da sua presença. Tudo o mais não importa, se Jesus habita o seu ser.


“Aquele que Me vê em tudo e tudo vê em Mim, nunca se perderá e Eu nunca o abandonarei”. 6.30.
[Árjuna]: “Por favor, Senhor, desfazei esta minha dúvida, pois ninguém senão Vós poderá destruí-la!”. 6.39. Comentário: A dúvida está na raiz do sofrimento. Roi a segurança. Intromete-se no estável. Destrói a paz.

[Krishna]: “Entre todos os Yogues, o superior é aquele que com íntima fé mora em Mim e Me adora com persistente fervor”. 6.47.
 Monastério tibetano. Aí mora o Dalai Lama. O monge afasta-se do resto do mundo para dedicar-se totalmente à renúncia e ao serviço a Deus.

“Aqueles cuja sabedoria é destruída pela ilusão não chegam a Mim. Nem também Me alcançam os perversos, os iludidos que, por não se acercarem do mistério, vivem como demônios”. 7.15.

“Aqueles cuja sabedoria foi ofuscada pelos desejos, procuram outros deuses como refúgio, entregando-se com esse objetivo a várias práticas externas, impelidos por suas naturezas”. 7.20.

“Quando o homem é possuído de uma ardente fé, e busca cultuar um Ser divino de sua eleição, e dele obtém o que deseja, sou Eu quem o satisfaz”. 7.22.

“É finito o fruto que pertence aos homens de pequena inteligência. Ás divindades cultuadas vão aqueles que as veneram, mas a Mim vêm os Meus adoradores”. 7.23.

“Velado pelo mistério da Minha Yoga Eu não estou manifestado a todos. Este mundo está iludido, e não me conhece como o imutável, o não-criado”. 7.25.

“Portanto pensa em Mim sempre e luta! Com a mente e a razão firmemente apoiados em Mim, sem dúvida, a Mim virás”. 8.7.

“Pronunciar a palavra AUM [Om] que simboliza o inefável Brahma, pensando em Mim! Desta forma aquele que deixa o corpo, entra no caminho supremo”. 8.13. Comentário: O mantra AUM é a própria presença do Eterno no espaço e no tempo. O Som primordial, que repetido eternamente, a tudo mantém no seu seio. A palavra-força que contém em si a criação (A), a preservação (U) e a renovação (M). Os três sons unidos em Um. O mistério da trindade revelado.


“Aquele que só em Mim pensa, facilmente me alcança”. 8.14.

“É muito mais fácil, entretanto, aos puros de coração Me alcançarem”. 9.33.

“Fixa a tua mente em Mim! Sacrifica-te! Prosta-te! E virás forçosamente ao Meu encontro”. 9.34.

“Quando os homens estão plenamente atentos a Mim, instruindo-se mutuamente e falando sobre Mim, estão felizes e contentes”. 10.9.

“Sou o que mora no coração de todos os seres. Sou o início, o meio e o fim de todas as coisas”. 10.20.

“Sou o OM que está nas sílabas”. 10.27.


“Das coisas imóveis, o Himalaya.
 Dos rios, o Ganges”. 10.35-36.

“O Sustentador cuja face está voltada para todos os lados”. 10.40.
 Brahma representado com a face voltada para todos os lados.

[Árjuna] “(...) Diante de tanta grandeza eu me prosterno. Abençoai-me!
                Assim como um pai abençoa um filho, um amigo a um amigo.
                Eu vi o que antes ninguém tinha visto.
                Meu coração transborda de alegria.
                Mostrai-me Vossa outra forma novamente.
                Misericórdia, ó Deus dos deuses, lar de todos os mundos! (...)”. 11.35-46.

[Krishna]: “Só a Devoção que sentes por Mim é que te permitiu ver a Minha Essência”. 11.54.


“O Bendito Senhor assim falou:
Austeridade, limpeza, firmeza na prática, autocontrole, sacrifício, estudo das escrituras, retidão...
Mansidão, verdade, renúncia, ausência de malícia, compaixão, suavidade, modéstia, desprendimento...
Vigor, ausência de orgulho e inveja, perdão. Essas são as qualidades divinas.
Hipocrisia, arrogância, orgulho, cólera, rudeza e ignorância são as propriedades maléficas.
As qualidades divinas tendem para a liberação, ao passo que as maléficas escravizam cada vez mais o homem”. 16.1-5.

“O homem demoníaco desconhece a correção, a pureza, a maneira adequada de agir.
Diz ele: o homem é sem Deus. Não há nada por trás das coisas. Só o acaso explica a atração causada pela luxúria. Nada mais.”. 16.7-8.

“Cercados por um insaciável desejo, cheios de vaidade, orgulho, arrogância, as suas ações são movidas  pela impureza.
Consideram que a mais alta satisfação é a meta a ser alcançada e o prazer dos sentidos o único objetivo. Vivem as suas impuras vidas.”. 16.10-11.
“Enredado nas ilusões, confuso pelos inumeráveis pensamentos, viciado na satisfação dos sentidos, eles vão caindo nas profundezas do inferno.”. 16.16.

Esse mantra é direcionado à cura do mundo, livrando-o do mal da ignorância.

Diz a medicina ayurvédica (que possui cerca de 5000 anos): os três pilares da saúde perfeita são:
NIDRA (sono); AHRA (dieta) e BRAHMACHARYA (meditação, yoga, pranayama para o controle da mente, sentidos, corpo e respiração).
Que proveito podemos tirar disso?  O que entender a partir de meditação e yoga, temas tratados no Bhagavad Gita como assuntos espirituais? Podemos interpretar isso como o despertar e exercitar do espírito em busca de Deus, como a renúncia a si mesmo, como a busca pela simplicidade, como a busca pelo conhecimento de Deus, pela sabedoria que Ele dá, como a orientação d'Ele às nossas vidas, a Sua direção, a Sua presença. O homem que foge de Deus não é verdadeiramente saudável, e muito menos, verdadeiramente vivo e feliz. (Como escreveu St. Agostinho de Hipona, de que adianta tentar fugir de Deus, se isso só nos faz sair d'Ele bondoso para ir para Ele irado?).
Oremos, então, com o mesmo objetivo, com o mesmo pedido, para que sejamos atendidos. Oremos hoje, e sempre, falando com o Senhor como uma criança com seu pai, como Árjuna impressionado diante da visão reveladora de Krishna em sua forma gloriosa, não-humana. Peçamos a Deus que ele esteja presente em nós, pois a sua Presença é a maior bênção e é o anseio dos que o amam. Que Ele, então, nos guie pelo caminho da libertação, do amor, do bem, da vida, da verdade, para estarmos junto d'Ele na eternidade, eternamente felizes, juntos do Santo Ser Eterno. Pedimos em nome de Jesus, o Deus Filho. Amém.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O Último Julgamento

Para começar, assista esse vídeo breve que fala resumidamente da necessidade de Deus na vida humana:
 
John McArthur - A Verdadeira Salvação Através de Jesus Cristo.

Trecho de Mateus, capítulo 25, versículos 31-46 (tradução da Bíblia de Jerusalém):
 O Último Julgamento
“Quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória. E serão reunidas em sua presença todas as nações e ele separará os homens uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos bodes, e porá as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda. E dirá o rei aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos do meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do mundo. Pois tive fome e me destes de comer. Tive sede e me destes de beber. Era forasteiro e me acolhestes. Estive nu e me vestistes, doente e me visitastes, preso e viestes ver-me. Então os justos lhe responderão: ‘Senhor quando foi que te vimos com fome e te alimentamos, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos forasteiro e te recolhemos ou nu e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso e fomos te ver?’ Ao que lhes responderá o rei: ‘Em verdade vos digo: cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes’. Em seguida, dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e para os seus anjos. Porque tive fome e não me destes de comer. Tive sede e não me destes de beber. Fui forasteiro e não me recolhestes. Estive nu e não me vestistes, doente e preso, e não me visitastes’. Então, também eles responderão: ‘Senhor, quando é que te vimos com fome ou com sede, forasteiro ou nu, doente ou preso e não te socorremos?’ E ele responderá com estas palavras: ‘Em verdade vos digo: todas as vezes que o deixastes de fazer a um desses mais pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer’. E irão estes para o castigo eterno enquanto os justos irão para a vida eterna”.
 A cena do Juízo Final imaginada por Michelangelo, pintada na Capela Sistina.

Amigo, você que está lendo este texto, não fuja do caminho. Não caia durante essa jornada perigosa e árdua, para passar pela porta estreita do Paraíso. Uma jornada difícil, mas cheia de beleza, pois a vida que conhecemos só existe pela interação do bem e do mal, da dor e do prazer, do esforço e da conquista.
Que em nome de Cristo Jesus, sejamos salvos, pois embora não sejamos merecedores de nada Deus É Misericórdia, Amor, e por isso estamos aqui, nesse mundo em que temos a chance única de abraçar ou não o Salvador. A condenação é para os que se amam, e vivem para si mesmos, sem fé ou sem compaixão. A salvação é para aqueles que reconhecem o quanto estão em condição deplorável, e pelo desespero, chegam a reconhecer a necessidade e a oferta de Deus para a restauração. Assim podemos nascer de novo em Cristo.
Depois da morte, tudo isso já nada será para nós, e será a hora da Justiça. O Filho veio para que não fôssemos julgados e condenados, mas perdoados, pois se não fosse o seu sacrifício, iríamos todos para a segunda morte, aquela que é perpétua, mais terrível do que a primeira morte, aquela que não só nos desliga do Universo material, mas nos entrega à Condenação justa.
O cristianismo não é atingido pela intelectualidade. Deus não precisa ser provado em laboratório, nem nada da Escritura pode ser combatido pela ciência. É uma questão de fé, ou, melhor dizendo, de moral.
Precisamos reconhecer que há algo além da matéria, para darmos pelo menos o primeiro e mínimo passo. Devemos reconhecer a Deus e a sua necessidade em nossas vidas. Precisamos reconhecer a nossa condição pecaminosa, compreendendo a razão do mal; e compreendendo o plano de salvação, reconhecemos o motivo de haver também bem, ou seja, de estarmos nesse mundo, e não no inferno. Cremos, assim, na Palavra de Deus, a Bíblia, que foi escrita por inspiração divina, e possui perfeição e sabedoria.
Crendo no Antigo Testamento, cremos no Novo, que vem para completar o sentido dele, cumprir as suas profecias e dar o completo sentido à nossa vida aqui na Terra. Assim conhecemos a Jesus Cristo, o próprio Filho, ou seja, a manifestação de Deus como o Homem Perfeito (Deus é Pai, Filho e Espírito Santo), para enfrentar a morte com o seu poder, e realizar o sacrifício perfeito, o arrependimento perfeito, e conceder a nós humanos a chance de renascer nele.
Quando ressuscitou (venceu a morte), enviou-nos o Espírito Santo, para substituí-lo, o qual habita nos crentes, guiando-os pelo caminho certo, ensinando-os, capacitando-os, transformando-os em novas criaturas.  Devemos não só ter fé, mas obediência aos mandamentos de amor a Deus e ao próximo, os quais trazem tudo o mais que há de bom. É simples assim, a mensagem da Verdade; mas a sua profundidade é complexa e cheia de significado, porque o próprio existir é complexo, a vida e os segredos aos quais homem não tem acesso.
A diferença entre a Bíblia e os outros livros religiosos é que enquanto ela se baseia na concordância perfeita de vários livros escritos por diferentes autores (entre eles, profetas e apóstolos iluminados pelo fogo do Espírito Santo), de diferentes épocas, por causa da inspiração divina em sua escrita, os outros livros se baseiam em antigas mitologias, em politeísmo ou no que um homem disse e seus seguidores perpetuaram e ampliaram, de modo que a confiança se deposita no homem. Por isso “Bíblia” quer dizer livro: ela é o único verdadeiro livro divino.
Ilustração representando a revelação angélica a Maomé, segunda a crença islâmica.

Um exemplo é o Alcorão. O islamismo foi fundado por Maomé, filho de um comerciante árabe, viajante, conhecedor de muitas terras, culturas e crenças, mais tarde dizendo ter recebido uma revelação do anjo Gabriel, fundando a religião muçulmana. Com isso, ele considerou Jesus como um profeta apenas, retirando todo o sentido principal do Novo Testamento (e logo, do Antigo também), colocando-o na mesma condição daqueles muitos profetas judeus que profetizaram sua vinda como o humilde Cordeiro, o Salvador que veio numa manjedoura para enfrentar a cruz. Ou seja, com o islamismo a Bíblia perdeu sentido. E o Alcorão foi escrito por Maomé e seus seguidores, sendo que a fé nessa religião se baseia na fé no que um homem testemunhou e escreveu, colocando a Bíblia no plano do equívoco.
Ilustração do profeta Maomé.

O mais curioso é que essa fé se espalhou principalmente (e com grande velocidade) justamente pelos lugares onde Jesus passou, derramando seu sangue purificador, e por onde muitos missionários cristãos foram na Antiguidade, como na Palestina (a “Terra Santa”),  Egito, Ásia Menor, etc.

Exemplo de música islâmica.

Os princípios do islamismo são bonitos, como os das grandes religiões: amor ao próximo e tudo o mais. Os crimes cometidos em nome de Alá são resultado de fanatismo; não é culpa da religião em si. O problema é que essa fé surgiu depois do sacrifício de Cristo, ofuscando a sua obra naquela região. Impedindo que a fé cristã se espalhasse por muitos lugares, por causa da confiança em um profeta. A verdade bíblica foi colocada de lado... Para um cristão como eu, isso não pôde ter sido obra do bem, mas sim um mal já previsto e advertido por Jesus: o dos falsos profetas, que fazem muitos se desvirtuarem. Na Idade Média, o islamismo foi a grande barreira à propagação da fé cristã.
Mapa das regiões por onde o islamismo mais se espalhou e fixou: grandes extensões da África e Ásia.

Eu reconheço a beleza e o fundo de verdade que há em toda religião, mas eu tenho a minha, e por isso me preocupo com o meu próximo. Jesus, na Palavra nos adverte constantemente contra esses profetas novos; ele previu isso e muito mais, mas o homem continua a seguir mais e mais esses novos pensamentos que surgem pela obra de simples homens, como eu e você.
Quanto à salvação daqueles que não ouviram falar de Jesus, as opiniões são várias, mas isso eu não vou discutir aqui. Quanto aos que ouvem falar dele e ignoram, também não sei nem ouso expressar uma opinião madura. Só Deus tem conhecimento completo. Como cristão, só sei e só devo saber de uma coisa: que minha missão é levar a mensagem de Cristo ao meu próximo, principalmente aos que me são mais estimados. Você pode ser um deles: e pode estar muito próximo da estrada real... Siga em frente, que o Espírito Santo venha sobre você!

Salmo 23, "O Senhor é meu Pastor".

Embora pouco saiba sobre o assunto (confesso minha ignorância), algo dentro de mim me impele a falar sobre a minha visão (a visão de um cristão) sobre a fé no espiritismo. Muitos brasileiros que acessam esse blog devem ser espíritas, e se o leitor estiver interessado em saber como e por quê eu (cristão) não tenho essa fé, leia os próximos parágrafos. Jesus concedeu uma missão a quem o segue: pregar a quem quer ouvir. Se você tem sua fé, mas estiver interessado em entender a visão do outro, leia, apenas. Conversar sobre Deus com um ateu é uma coisa; conversar sobre fé com um religioso é outra. Conversar sobre religião é uma coisa; discutir sobre isso é outra. Apresentar argumentos contrários a uma religião é algo que, assim como política, deve ser tratado com linguagem escrita (ou seja, por meio de textos, para ler somente quem quiser). Por que estou dizendo isso? Estou dizendo para que ninguém pense que ataco de alguma forma tal pensamento. Só mostro aqui minha visão – a visão de uma fé em relação à outra. Isso pode ser importante? Claro: se só há transformação numa democracia por meio da palavra e do pensamento, só pode haver mudança de fé com a busca de novas visões.
Contracapa de "O Livro dos Espíritos", obra principal de Kardec.

Aqui no Brasil existe a maior quantidade de espíritas do mundo, devido à tradição católica e a insatisfação de muitos em relação à ela no passado, e a aceitação por parte dos indígenas, que influenciaram os brasileiros quanto à crença em espíritos de homens e animais, que não abandonam o mundo completamente. Essa combinação favoreceu a expansão dessa fé no nosso país, enquanto em outros países (como na França, onde surgiu) a quantidade é muito pequena, e geralmente a maior parte é formada por imigrantes brasileiros.
Allan Kardec, cujo verdadeiro nome era Hippolyte Leon Denizard Rivail, era um cético francês.  Resolvendo investigar fatos estranhos, sem explicação que ocorriam ao redor do mundo, como levitação de mesas, Kardec reconheceu que não havia explicação científica para isso. Junto com esses fatos houve a história das irmãs Fox, e no final de tudo Kardec acabou crendo na existência de espíritos, e entrando em contato com eles, relatou em sete livros o que eles lhe falavam (respondendo às suas perguntas).
Allan Kardec (1804-1869), o fundador da doutrina espírita.

Aquelas manifestações são consideradas pelos espíritas como um meio de os espíritos se revelarem para esse mundo. Kardec foi, então, segundo eles, o cético que passou a ver. Eles acreditam que podemos ter contato com os espíritos dos mortos, que saindo dessa vida, passam para outra, em outros “patamares”, caminhando para o aperfeiçoamento, numa caminhada ao Paraíso por meio de re-encarnações. Não posso ir mais além disso, pois só sei o mínimo.
Vou dizer como eu enxergo. A Bíblia fala de como o mal age no mundo: através de nós, humanos, seus escravos pelo pecado. Satanás só tem controle sobre nossas mentes, se “baixarmos a guarda”. Céticos são armas perfeitas para ele. Assim como Maomé colocou a mensagem bíblica em segundo plano, instituindo uma fé de bons princípios, monoteísta, mas contrária à Verdade principal, Allan Kardec, para nós cristãos não foi um heroi, e seu erro começou no ceticismo.
Eu poderia simplesmente não acreditar naqueles fenômenos, como o das mesas levitando. Mas vou considerar que isso aconteceu de verdade. Embora tenha acontecido, poder ter sido causado por espíritos do mal, e não do bem. No livro do Êxodo, os demônios (disfarçados de divindades egípcias) realizaram mágicas, com a permissão de Deus, para desempenharem um papel profético em relação às mágicas santas de Moisés. Sendo assim, por meio da advertência bíblica, o cristão reconhece que esses fenômenos não são uma mensagem profética do bem. Kardec, embora deixasse o ceticismo e pregasse a caridade e as virtudes “cristãs”, foi um instrumento do mal – por causa dele muitas pessoas não aceitaram a Jesus. Mas tudo tem um propósito: e os cristãos existem justamente para mudar essa situação.
Falando mais claramente: os que creem na Bíblia não aceitam como bons os fenômenos de espíritos que foram acolhidos e estudados por Kardec e outros posteriormente, porque a fé deste baseia-se no que disseram espíritos bons, enquanto a fé daquele baseia-se na verdade e significado da Palavra. O cristão reconhece que essas manifestações são causadas por espíritos enganadores, do mal, que levam muitos a tomar um caminho que não é o da fé em Cristo. É uma semente bonita, com valores santos, mas sem fé, plantada pelo cético francês que, não crendo na Bíblia, creu no sobrenatural que se manifestou a ele.
Os espíritas também tem seus “apóstolos” falecidos, aos quais eles oram, cantam hinos...  Creem em Deus, acreditam na salvação e na condenação, etc, mas existem as diferenças cruciais, que diferem o cristianismo do espiritismo. Este não é uma variação daquele, como alguns pensam. São pensamentos diferentes. Cristão é apenas quem acredita que Jesus é o Cristo, o Messias (o Deus Filho). O espírita não o vê como divino. Imagino que a semelhança (as aparentemente “pequenas” diferenças) entre essas duas religiões seja a causa da dificuldade de conversão de um para outro. A diferença principal é a fonte da fé: a Palavra de Deus escrita por profetas e apóstolos vários, guiados pela mesma inspiração, ou a palavra daqueles espíritos interrogados por Hippolyte Léon Denizard Rivail.
Kardec não desprezou o Evangelho, conservando os livros de Mateus, Marcos, Lucas e João – exatamente os livros que contam a vida de Jesus, e foram interpretados de modo que seu sentido principal e original foi retirado. Jesus foi considerado um homem que veio ao mundo de um patamar superior, ou seja, ele não é Deus. Isso, porém, não faz sentido porque está muito claro em suas palavras que ele é o próprio Deus Filho, pois Ele é Uno e Três (Pai, Filho e Espírito Santo). Filho e Pai são termos usados para representar a relação existente no interior de Deus, ou seja, Ele é tão único e eterno por si só que Ele é três, e nessa relação há plenitude. Por isso falamos de Filho único, e do Pai que o enviou, e do Espírito enviado com a ressurreição de Cristo Emanuel (O Deus Conosco).
Leia Eclesiastes 9:5-6, 9-10; Mateus 24.24; 1 Tessalonicences 4:16 e Apocalipse 16.13-14, citando exemplos de como o Livro dos livros nos mostra que não há concílio entre essas duas religiões sem que haja contradições.
Apocalipse (Revelação) às vezes é atemorizante: fala de como a sociedade futura, dos "últimos tempos", será guiada por uma nova visão religiosa, considerada superior, e que cresce cada vez mais, ganhando espaço em todas as áreas numa época em que o ateísmo ganha tanta força, uma nova "espiritualidade", que enganará os próprios eleitos, de modo que o falso cordeiro se erguerá. São palavras terríveis, mas mais atuais e próximos do que nunca. É de fazer doer e bater forte o coração vislumbrar um pouco que seja dessa Revelação. Está escrito, revelado, na Palavra. Cuidado, Jesus já avisou e muito alertou!
Ellen G. White, há mais de um século (segundo os adventistas, uma profetisa), previu: "O espiritismo está prestes a cativar o mundo. Muitos há que julgam ser o espiritismo mantido por truques e imposturas, mas isto está longe de ser verdade. Um poder sobre-humano  está operando de várias maneiras, e poucos têm a ideia do que será a manifestação do espiritismo no futuro." (Evangelismo, p.603, 604). "(...) estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano; e, sob a influência desta tríplice união, este país seguirá as pegadas de Roma, desprezando os direitos da consciência"(O Grande Conflito, p.588).
Mais que isso acho melhor não escrever. Aliás, isso me doi demais. 
Talvez a prova mais clara de que Jesus é Deus, e por isso é eterno, está no começo do livro de João, o qual foi responsável pela conversão de muitas pessoas ao cristianismo.
Leia João, capítulo 1, versículos 1-18:
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
No princípio, ele estava com Deus.
Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito.
O que foi feito nele era a vida, e a vida era a luz dos homens; e a luz brilha nas trevas, mas as trevas não a apreenderam.
(...)
Ele era a luz verdadeira que ilumina todo homem; ele vinha ao mundo.
Ele estava no mundo e o mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não o reconheceu.
Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
Mas a todos que o receberam deu o poder de se tornarem filhos de Deus: aos que creem em seu nome, eles, que não foram gerados nem do sangue, nem de uma vontade da carne, nem de uma vontade do homem, mas de Deus.
E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós; e nós vimos a sua glória, glória que ele tem junto ao Pai como Filho único, cheio de graça e de verdade.
(...)
Pois de sua plenitude todos nós recebemos graça por graça.
Porque a Lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.
            Ninguém jamais viu a Deus: o Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o deu a conhecer.”

“Verbo” refere-se ao relato da Criação em Gênesis (“Deus disse...e assim se fez”), mostrando que Deus criou o mundo por sua Palavra.
Por quê é necessária a fé em Cristo? Não basta ser bom. Aí está o problema: ninguém é bom; a Bíblia nos diz que não há um justo na Terra, nem um sequer que faça verdadeiro bem. Por mais que nos arrependamos, que amemos o próximo, tudo é em vão sem a graça, a piedade. Mas como essa Misericórdia pode governar a Justiça de Deus? Por meio de seu Filho, que, sendo o único perfeito, arrependeu-se perfeitamente, venceu a morte e concede o perdão, a graça àqueles que o amam. Imitar a Cristo é o caminho para a vida: crendo nele, caminhamos para sermos iguais a ele, e conseguindo pelo menos um pouco de sua presença e de sua transformação, ganhamos a permissão de viver no Paraíso. Não há um ingresso para lá que se compre com algum bem realizado por nós.
Por outro lado, crer e amar a Cristo significa agir. Assim como Krishna (o avatar de Vishnu) impele Árjuna a batalhar (a agir, nessa vida terrena de lutas espirituais entre o bem e o mal) em “Bhagavad Gita” (O Cântico do Senhor), trecho famoso do épico hindu “Mahabarata”, Jesus Cristo, o Deus Conosco nos impele a fazer a sua obra. A partir daí vem a dúvida não solucionada, a qual só será resolvida no fim dos tempos, no Último Julgamento. Essa dúvida diz respeito aos que não creem em Jesus, mas se transformam com sua fé. Há como seguir a Cristo e amá-lo sem se dar conta? Há como segui-lo a partir do amor aos seus mandamentos maiores (amar a Deus acima de todas as coisas e amar o próximo como a ti mesmo)? Isso só seria possível se interpretássemos as obras como um resultado de uma transformação interior, mas no caso teria que ser uma transformação indireta. Mas vem logo outra questão: por que existem vários caminhos, e num mesmo caminho uns se perdem, e outros triunfam; ou então para quê pregar a fé em Cristo?
E quem cairá na condenação eterna, fugindo do perdão divino? Se o Paraíso é a totalidade, a plenitude do Bom, o inferno é o oposto, a eternidade do castigo, da dor máxima, do sofrimento sem fim, da falta de vida... Parar para pensar nisso pode causar arrepios. Quem está fadado a isso, a estar longe do Senhor?
Na hora do temor, da dúvida, do sofrimento, devemos nos prostrar, e de joelhos clamar ao Senhor. Peçamos luz do discernimento, guia pelo caminho da Vida... Oremos pela direção do próximo. Peçamos com toda a fé, com fervor, e sem dúvida, seremos atendidos.

Por causa dessas dúvidas, a Bíblia não revela claramente nenhuma posição absoluta, por um bem maior: a expansão da fé, e pelo fato de existirem diferentes visões a respeito de questões variáveis (e de importância secundária em relação aos que já creem). Para um protestante, por exemplo, a fé é crucial, sendo que para um católico as obras são como que uma avaliação para conseguir uma boa nota e ser aceito no Reino dos Céus. O que importa é que a fé em Cristo deve ser difundida pelo mundo e ao nosso próximo...
Quando João diz que o Verbo se fez “carne” quer dizer que quando o Filho encarnou em Jesus, ele, em sua Santidade e Eternidade, Bondade, Amor e Misericórdia, assumiu para si o que cabe à carne: a fraqueza, a dor e a morte.
Jesus veio para cumprir várias e várias profecias dos abundantes profetas do Antigo Testamento, e toda essa verdade está preservada na Bíblia, a Palavra do Senhor. Maomé colocou tudo isso em segundo plano; Kardec apropriou-se de uma parte (a parte da vida de Jesus) e distorceu a interpretação de quem é o Messias. É a Palavra de Iaweh (Jeová). Digo assim para aqueles que reconhecem esse nome como sendo o “nome de Deus”, para terem noção de como é errado alterar a Bíblia, e não crer nela.
Tentamos fazer o certo, ansiamos pelo bem, mas cometemos erros a todo tempo. Como escapar da condenação? Só por meio da misericórdia obtida “pelo sangue de Jesus”. Só podemos nos guiar pela Bíblia, com confiança total nela; de outro modo, confiamos em nós mesmos, sendo que só podemos encontrar a Vida abraçando aquele que veio a nós para concedê-la, livrando-nos do peso da Lei. O Filho não veio para julgar, mas para perdoar. Não adianta crermos em nós mesmos, como se tivéssemos poder, pois a transformação vem da ação de Deus sobre nós. Só quando reconhecemos nossa miséria, Ele nos concede gotas de bem, para sermos seu povo aqui, e seus filhos pela eternidade, quando o Universo já não mais existir.
Assim eu vejo, pois sou cristão, e desejo compartilhar com quem quiser os meus pensamentos, para que, como disse Jesus, “quem tenha ouvidos, ouça”...

Quanto às religiões pagãs, politeístas, como o hinduísmo, posso dizer que foram importantes naqueles tempos em que as civilizações surgiam, e criavam suas mitologias e filosofias. Suas mensagens de bem valem para nós, mas sua mitologia pagã já nos é refutada, e é uma maldição para aqueles que negam ao Deus único e seguem imagens. Porém, continua sendo uma religião no sentido de pregar mensagens bonitas, e verdadeiras quando se trata de compaixão, equilíbrio, etc, o que se vê nos mantras.

Um mantra pagão: invoca nomes de várias divindades. Para quem tem fé no Deus Único, esse mantra pode servir para acalmar, favorecer a meditação, e demonstrar o poder que a música tem sobre nós quando nos deixamos influenciar.

Quanto ao budismo, digo o mesmo. O que há de bom, admirável e sensato nessa busca, nessa filosofia de vida é o indicador à Palavra e à mensagem de Cristo. Foi Jesus quem habitou o coração de Siddharta Gautama ao sair de seu luxuoso palácio e se sensibilizar com o mundo afora (eu acho). Mas ele não conhecia o Messias (ainda não havia vindo ao mundo); e se engana aquele que acha que sozinho pode chegar ao Bem, sem a presença do Espírito Santo.

Um dos mais famosos mantras indianos.
Tradução:
"Que Ele nos proteja a ambos,
Que Ele nos acalente a ambos.
Trabalhemos em conjunto unindo nossa força em prol da humanidade.
Que nosso conhecimento seja luminoso e resoluto.
Que nunca nos odiemos mutuamente.
Que haja paz, paz e perfeita paz."


Prepara-se para o Último Julgamento. Nem um teólogo sábio pode dizer em que realmente consiste o “critério” de julgamento do Senhor... “Vigiai!” é o conselho.

domingo, 17 de outubro de 2010

Buscando a Cristo

Observações: As passagens bíblicas que eu transcrevi para o blog são da tradução da versão da Bíblia de Jerusalém. Algumas partes menos importantes foram omitidas com um (...), por questão de espaço e tempo. Os comentários são meus na maioria, exceto os que eu indico como copiados das notas da Bíblia de Jerusalém. Para uma leitura mais profunda e produtiva, procure você mesmo depois as passagens completas e leia. Aliás, existe muito mais maravilhas na Bíblia para serem divulgadas por todo o mundo... Com essa postagem quero tratar ao máximo sobre o tema central de tudo: Jesus. Que a Palavra de Deus lhe traga mensagens de exortação, advertência, piedade e conforto – sobretudo, Verdade!



MENSAGEM - COMO CAUSAR IMPACTO ESPIRITUAL NESSE MUNDO from GUILHERME GIMENEZ on Vimeo.
Mensagem pregada pelo pastor Guilherme de Amorim Ávilla Gimenez na Igreja Batista Betel em 14 de março de 2010. Para ajudar a entender o que é ser guiado pelo Espírito Santo, enviado em nome de Jesus.



O trecho de Efésios, capítulo 6 (versículos 10-20):



O combate espiritual Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti a armadura de Deus, para poderes resistir às insídias do diabo. (...) Por isso deveis vestir a armadura de Deus para poderes resistir no dia mau e sair firmes de todo combate.
Portanto, ponde-vos de pé e cingi os rins com a verdade e revesti-vos da couraça da justiça e calçai os pés com o zelo para propagar o evangelho da paz, empunhando sempre o escudo da fé, com o qual podereis extinguir os dardos inflamados do Maligno. E tomai o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.
Com orações e súplicas de toda a sorte, orai em todo o tempo, no Espírito, e para isso vigiai com toda perseverança e súplica por todos os santos. Orai também por mim [Apóstolo Paulo], para que, quando abrir os lábios, me seja dada a palavra para anunciar com ousadia o mistério do evangelho, do qual sou o embaixador em cadeias: que fale ousadamente, como importa que fale.

Comentário:
Nesse mundo tão corrompido, caído, fadado ao tempo e à morte, só a fé e a compaixão podem nos salvar, nos iluminar, nos guiar aqui em direção à Vida.
A oração é a principal arma do cristão. Quanto mais  Espírito de Deus está próximo a nós, mais temos vontade e achamos tempo para nos colocarmos diante d’Ele, suplicar, agradecer, louvar, e falar: ingressar na Cruzada de levar a mensagem do Messias ao próximo.
Por que uns são salvos e outros não? Porque uns são do espírito; nasceram em carne, mas renasceram em espírito, e as coisas do espírito lhe são verdade e sabedoria; já outros são homens somente de sua própria natureza, para eles o espiritual é loucura.

Salmo 50 (numeração ortodoxa).

 Trechos do livro de João, capítulo 3, O encontro com Nicodemos:


Jesus lhe respondeu:
“Em verdade, em verdade, te digo:
quem não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus”
(...)
“O que nasceu da carne é carne, o que nasceu do Espírito é espírito.
Não te admires de eu te haver dito: vós deveis nascer de novo.
(...)
“Pois Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para julgar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele.
Quem nele crê não é julgado; quem não crê, já está julgado, porque não creu no Nome do Filho único de Deus”.


Porque Jesus fala em parábolas – Aproximando-se os discípulos, perguntaram-lhe: “Por que lhes falas em parábolas?” Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não. Pois àquele que tem, lhe será dado e lhe será dado em abundância, mas ao que não tem, mesmo o que não tem lhe será tirado. É por isso que lhes falo em parábolas: porque veem sem ver e ouvem sem ouvir nem entender. É neles que se cumpre a profecia de Isaías, que diz:
Certamente haveis de ouvir, e jamais entendereis.
Certamente haveis de enxergar, e jamais vereis.
Porque o coração deste povo se tornou insensível.
E eles ouviram de má vontade, e fecharam os olhos, para não acontecer que vejam com os olhos, e ouçam com os ouvidos, e entendam com o coração, e se convertam, e assim eu os cure.
Mas felizes os vossos olhos, porque veem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. Em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram, e ouvir o que ouvis e não ouviram.

Salmos 1, 2 e 3.

                O maior mandamento – Os fariseus, ouvindo que ele [Jesus] fechara a boca dos saduceus, reuniram-se em grupo e um deles – a fim de pô-lo à prova – perguntou-lhe: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?” Ele respondeu: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito. Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Desses dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas’.

Comentário:
                Não há salvação sem fé, nem fé sem obras. Devemos crer e seguir os mandamentos do Senhor, sendo que amar a Deus e ao próximo são os principais, ou seja, eles dão origem a todos os outros, são o centro da salvação, assim como o orgulho, o amor próprio é o centro do pecado, da impureza e abominação.
                Ouça o que diz Jesus; siga-o, o Filho de Deus que veio para nos acompanhar, para ser o Caminho para a Verdade e a Vida!

Mantra budista tibetano que invoca a Compaixão. Bom para meditação cristã.

                Condições para seguir a Jesus – Então disse Jesus aos seus discípulos: “Se alguém vier após mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Pois aquele que quiser salvar a sua vida, a perderá, mas o que perder sua vida por causa de mim, a encontrará. De fato, que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro mas arruinar sua vida? Ou que poderá o homem dar em troca de sua vida?
                Pois o Filho do Homem há de vir na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com o seu comportamento. (...)”.

Comentário:
                Tudo o que não morrer não viverá. Jesus enfrentou o sacrifício da morte, nós, então, também devemos carregar nossas cruzes, e seguir seus passos. Imitação de Cristo: os passos para a transformação de criaturas condenadas a filhos de Deus. Nosso sacrifício nada é diante do que Jesus fez, pois só um Homem Perfeito poderia arrepender-se perfeitamente. Ele, porém, nos concede a Graça, o perdão: basta crer e seguir com amor. Eis a mensagem, em sua forma simples e maravilhosa.
               
Salmo 121 em hebraico.

                Jesus dá a água da vida
João, capítulo 4, versículos 4-26:
 Ali se achava a fonte de Jacó. Fatigado da caminhada, Jesus sentou-se junto à fonte. Era por volta da hora sexta.
Uma mulher da Samaria chegou para tirar água. Jesus lhe disse: “Dá-me de beber!” Seus discípulos haviam ido à cidade comprar alimento. Diz-lhe, então, a samaritana: “Como, sendo judeu, tu me pedes de beber, a mim que sou samaritana?” (Os judeus, com efeito, não se dão com os samaritanos.) Jesus lhe respondeu:
“Se conhecesses o dom de Deus e quem é que te diz: ‘Dá-me de beber’, tu é que lhe pedirias e ele te daria água viva!”
Ela lhe disse: “Senhor, nem sequer tens vasilha e o poço é profundo; de onde, pois, tiras essa água viva? És, porventura maior que o nosso pai Jacó, que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu, assim como seus filhos e seus animais?” Jesus lhe respondeu:
“Aquele que bebe desta água terá sede novamente; mas quem beber da água que lhe darei, nunca mais terá sede. Pois a água que eu lhe der tornar-se-á nele fonte de água jorrando para a vida eterna”.
Disse-lhe a mulher: “Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem tenha de vir mais aqui para tirá-la!” (...)
“Acredita-me, mulher, vem a hora em que nem nesta montanha nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. (...)
A mulher lhe disse: “Sei que bem um Messias (que se chama Cristo). Quando ele vier, nos explicará tudo”. Disse-lhe Jesus: “Sou eu, que falo contigo”.
(...)

Hino "Ele é o Senhor Jeová".

João, capítulo 8, versículo 12:
Jesus, a luz do mundo – De novo, Jesus lhes falava: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida”.

João, capítulo 8

Discussão sobre o testemunho que Jesus dá de si mesmo

(...) Diziam-lhe [os fariseus e judeus], então; “Onde está teu Pai?” Jesus respondeu:
“Não conheceis nem a mim nem a meu Pai; se me conhecêsseis, conheceríeis também meu Pai”.
(...) “Disse-vos que morrereis em vossos pecados, porque se não crerdes que Eu Sou, morrereis em vossos pecados”.
“Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que Eu sou e que nada faço por mim mesmo, mas falo como me ensinou o Pai. E quem me enviou está comigo. Não me deixou sozinho, porque faço sempre o que lhe agrada”.
Tendo ele assim falado, muitos creram nele.


João, capítulo 10, vers. 1-21.

O bom pastor

(...) Disse-lhes novamente Jesus:
“Em verdade, em verdade, vos digo: eu sou a porta das ovelhas.
Todos os que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes;mas as ovelhas não os ouviram.
Eu sou a porta.
Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem.
O ladrão vem só para roubar, matar e destruir.
Eu vim para que tenham a vida e a tenham em abundância.
Eu sou o bom pastor: o bom pastor dá a sua vida pelas suas ovelhas.
O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê o lobo aproximar-se, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as arrebata e dispersa, porque ele é mercenário e não se importa com as ovelhas.
Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas e as minhas me conhecem, como o Pai me conhece e eu conheço o Pai.
Eu dou minha vida pelas minhas ovelhas.
(...)
Houve novamente uma cisão entre os judeus, por causa dessas palavras. Muitos diziam: “Ele tem um demônio! Está delirando! Por que o escutais?”
Outros diziam: “Não são de endemoninhado essas palavras; porventura o demônio pode abrir os olhos de um cego?”

Comentário:
A ovelha conhece o pastor pela experiência, por experimentar a Cristo, e torna-se parte dele, parecido com ele, à medida que o segue e vai recebendo a presença crescente do Espírito Santo, o qual o transforma em uma nova criatura. Isso é nascer de novo, em Cristo.

João, capítulo 10, vers.24-30.
A verdadeira identidade de Jesus
Os judeus, então, o rodearam e lhe disseram: “Até quando nos manterás em suspenso? Se és o Cristo, dize-nos abertamente”. Jesus lhes respondeu:
“Já vo-lo disse, mas não acreditais.
As obras que faço em nome de meu Pai dão testemunho de mim; mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas.
As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem; eu lhes dou a vida eterna e elas jamais perecerão, e ninguém as arrebatará de minha mão.
Meu Pai, que me deu tudo, é maior que todos e ninguém pode arrebatar da mão do Pai.
Eu e o Pai somos um”.

João, capítulo 12, vers.20-36.

Jesus anuncia sua glorificação através da morte

“É chegada a hora em que será glorificado o Filho do Homem.
Em verdade, em verdade, vos digo: se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só; mas se morrer, produzirá muito fruto.
(...)
Se alguém quer servir-me, siga-me; e onde estou eu, aí também estará o meu servo.
Se alguém me serve, meu Pai o honrará.
(...)
Por pouco tempo a luz está entre vós.
Caminhai enquanto tendes luz, para que as trevas não vos apreendam: quem caminha nas trevas não sabe para onde vai!
Enquanto tendes luz, crede na luz, para vos tornardes filhos da luz”.

 
"Sanctus", de John Taverner (1490-1545).

                Parábola dos dois filhos – “Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse: “Filho, vai trabalhar hoje na vinha”. Ele respondeu; “Não quero”; mas depois, pego pelo remorso, foi. Dirigindo-se ao segundo, disse a mesma coisa. Este respondeu: “Eu irei, senhor”; mas não foi. Qual dos dois realizou a vontade do pai?’ Responderam-lhe: “O primeiro”. Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo que os publicanos e as prostitutas vos precederão no Reino de Deus. Pois João veio a nós, num caminho de justiça, e não crestes nele. Os publicanos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, vendo isso nem sequer tivestes remorso para crer nele”.

                Essa fala de Jesus mostra a importância da fé, em Deus, e em Cristo como seu Filho, concordando com a mensagem da Primeira Epístola de João, capítulo 5:

Todo o que crê que Jesus é o Cristo nasceu de Deus, e todo o que ama ao que gerou ama também o que dele nasceu.
Nisto reconhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos.
Pois este é o amor de Deus: observar os seus mandamentos.
E os seus mandamentos não são pesados, pois todo o que nasceu de Deus vence o mundo.
E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé.
                À fonte da fé – Quem é o vencedor do mundo,
Senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?
Este é o que veio pela água e pelo sangue: Jesus Cristo, não com a água somente, as com a água e o sangue.
E é o Espírito que testemunha, porque o Espírito é a Verdade.
Porque três são os que testemunham: o Espírito, a água e o sangue, e os três tendem ao mesmo fim.
Se aceitamos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior.
Pois este é o testemunho de Deus:  testemunho que deu de seu Filho.
Aquele que crê no Filho de Deus tem este testemunho em si mesmo.
Aquele que não crê em Deus faz dele mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu em favor de seu Filho.
E o testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna e esta vida está em seu Filho.
Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho não tem a vida.
Eu vos escrevi tudo isto a vós que credes no nome do Filho de Deus, para saberdes que tendes a vida eterna.
(...)
                Resumo da epístola – (...)
Filhinhos, guardai-vos dos ídolos...

Comentário:
                “Quem ama a Deus ama também os filhos de Deus. O amor de Deus se realiza pelo amor ao próximo, critério da sinceridade desse amor, e o primeiro dos mandamentos, com os quais nos achamos comprometidos pelo amor de Deus” (comentário da Bíblia de Jerusalém).
                Os mandamentos de Deus são leves porque feliz e confortante é o cumprimento do bem, da vontade do Senhor misericordioso.
                O trecho fala da  água e do sangue que jorraram do lado do corpo de Jesus, quando estava morto na cruz e foi aberto pela lança de um soldado romano.
                Isso me leva a refletir: quem tem o Filho? Somente aquele que nele crê como o Filho? Há salvação por outro caminho, ou outro caminho que para ele conduza? Lembro-me, então, de que existem os panoramas inexplicados da Bíblia. Existem questões sobre as quais não há expressão clara da Bíblia, talvez porque existam diferentes modos de entender, verdadeiros para uns, equivocados para outros; mas essa omissão coloca a decisão na nossa consciência, guiada pelo Espírito, que sabe o que é apropriado para cada um de nós.
                Esse panorama leva os cristãos a testemunharem e fazerem o possível para mais e mais pessoas crerem que Jesus é o Filho de Deus, que veio enfrentar a morte em nosso lugar, para que possamos ter direito à Vida.
                Todas as religiões estão de algum modo interligadas. Todas buscam o retorno a Deus, a compaixão, o Bem; porém, de modos diferentes, resultado das variedades de pensamentos desse mundo. Todas elas (religiões e filosofias), exceto uma, são tentativas de acerto, caminhos por si só incompletos. Elas são satélites em torno de uma verdade máxima, que é Cristo Jesus, Emanuel (O Deus Conosco).
                Tudo o que as outras religiões falam sobre o equilíbrio, sobre a busca pela perfeição é incompleto, e só encontra sentido e plenitude de entendimento com o sacrifício de Cristo.
Conhecer as outras visões deve levar-nos a reconhecer com mais força a verdade central do cristianismo, reconhecendo a busca humana por Deus e a realização dessa religação através do sacrifício do Filho. Só o Espírito Santo pode vir a nós e fazer-nos reconhecer a profundeza dessa verdade...
O comentário da Bíblia de Jerusalém diz isso a respeito do último versículo: “Última advertência, causada pela lembrança do único Verdadeiro. Os ídolos, sem dúvida, no sentido metafórico, podem designar o paganismo, ou então, os ‘ídolos do coração’ (Qumrã) que afastam o homem da fé e do amor”.

Salmo 135.

O perigo das riquezas – Então Jesus disse aos seus discípulos: “Em verdade vos digo que o rico dificilmente entrará no Reino dos Céus. E vos digo ainda: é mais fácil o camelo entrar pelo buraco da agulha do que o rico entrar no Reino de Deus”. Ao ouvirem isso, os discípulos ficaram muito espantados e disseram: “Quem poderá então salvar-se?” Jesus, fitando-os, disse: “Ao homem isso é impossível, mas a Deus tudo é possível”.

Comentário:
Antes de tudo é preciso lembrar que “buraco da agulha” se refere a uma passagem estreita da época, não à uma agulha de costura.
Nada podemos sem Deus. Pelo pecado, estamos perdidos, condenados. Não conseguimos sozinhos, seja pela meditação, seja pelo cultivo do “bem interior”, como muitos pensam, mas sim pela intervenção de Deus em nós, permitindo que nossa caminhada em sua direção seja possível. Isso só aconteceu por meio de Jesus, o qual pagou o preço por nós e, sendo Homem divino, permitiu com a morte e perfeita que pudéssemos escapar dela, e com o arrependimento perfeito, pudéssemos nos arrepender e receber o perdão. Tudo o que fazemos progredindo, cada oração e boa ação ocorre porque um pouco de Jesus vem a nós.
Jesus, nesse trecho fala de riqueza e pobreza tanto no sentido material como no espiritual, mas principalmente nesse último sentido. A riqueza é um perigo porque pode nos levar a esquecer de Deus, a sentir que somos autossuficientes, a desprezar a caridade, a ceder às tentações. Um rico pode ser humilde em espírito, embora ele tenha de fazer um bom esforço. Já os pobres têm necessidade, pecam e se humildes sentem-se miseráveis, e quando encontram Deus reconhecem quem são, reconhecem suas fraquezas e inclinam-se a Ele, com arrependimento.
A questão é: orgulho ou humildade? O rico em espírito não pode entrar no céu, mas o humilde em espírito é abençoado. Uma pessoa aparentemente ideal, bem humorada, rica e alegre pode estar mais distante de Deus do que um pecador infeliz que luta contra si mesmo e recebe a santa compunção.
O que Deus dá, Ele cobra. O que não é dado não é cobrado. Se você tem muito, cuidado!

Os dois trechos a seguir do livro de Mateus são mensagens preciosas:
A figueira estéril e seca. Fé e oração – De manhã, ao voltar para a cidade, teve fome. E vendo uma figueira à beira do caminho, foi até ela, mas nada encontrou, senão folhas. E disse à figueira: “Nunca mais produzas fruto!” E a figueira secou no mesmo instante. Os discípulos, vendo isso, diziam, espantados: “Como assim, a figueira secou de repente?” Jesus respondeu: “Em verdade vos digo: se tiverdes fé, sem duvidar, fareis não só o que fiz com a figueira, mas até mesmo se disserdes a esta montanha: ‘Ergue-te e lança-te ao mar’, isso acontecerá. E tudo o que pedirdes com fé, em oração, vós o recebereis”.

João 12, versículos 37-50.
A incredulidade dos judeus
Apesar de [Jesus] ter realizado tantos sinais diante deles, não creram nele, a fim de se cumprir a palavra dita pelo profeta Isaías:
(...)
Jesus clamou:
“Quem crê em mim, não é em mim que crê, mas em quem me enviou, e quem me vê, vê aquele que me enviou.
Eu, a luz, vim ao mundo para que aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.
Se alguém ouvir minhas palavras e não as guardar, eu não o julgo, pois não vim para julgar o mundo, mas para salvar o mundo.
Quem me rejeita e não acolhe minhas palavras tem seu juiz: a palavra que proferi é que o julgará no último dia, porque não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, me prescreveu o que dizer e o que falar e sei que seu mandamento é vida eterna.
O que digo, portanto, o digo como o Pai me disse”.
 Em João, capítulo 14, destaco um trecho da Última Ceia:

A despedida

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
Niguém vem ao Pai a não ser por mim.
(...)
Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim fará as obras que faço, e fará até maiores do que elas, porque vou para o Pai.
E o que pedirdes em meu nome, eu o farei a fim de que o Pai seja glorificado no Filho.
Se me pedirdes algo em meu nome, eu o farei.
Se me amais, observareis meus mandamentos, e rogarei ao Pai e ele vos dará outro Paráclito [Espírito Santo], para que convosco permaneça para sempre, o Espírito da Verdade, que o mundo não pode acolher, porque não o vê nem o conhece.
(...)
Quem tem meus mandamentos e os observa é que me ama; e quem me ama será amado por meu Pai.
Eu o amarei e me manifestarei a ele”.
(...)
“Mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que vos disse”.

Canto gregoriano invocando e louvando o Espírito Santo.

A verdadeira videira – João, capítulo 15, versículos 1-2.
Eu sou a verdadeira videira e meu Pai é o agricultor.
Todo ramo em mim que não produz fruto ele o corta, e todo o que produz fruto ele o poda, para que produza mais fruto ainda.”


Lucas, capítulo 12, vers.1-11.

Falar abertamente e sem temor

“Eu vos digo: todo aquele que se declarar por mim diante dos homens, o Filho do Homem também se declarará por ele diante dos anjos de Deus; aquele, porém, que me houver renegado diante dos homens, será renegado diante dos anjos de Deus.
(...) não vos preocupeis como ou com o que vos defender, nem com o que dizer: pois o Espírito Santo vos ensinará naquele momento o que deveis dizer”.

Oração em comum – “Em verdade ainda vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que queiram pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles”.

Comentário:
Cristãos, orem por aqueles que ainda não confessaram seu amor a Cristo, por aqueles que ainda não creem. Oremos todos pelo mesmo desejo, mesmo objetivo, com a fé indubitável de que Ele nos atenderá. Façamos da oração uma rotina inseparável e abençoada.

Mateus, capítulo 5, versículos 1-11.
As bem aventuranças – Vendo ele [Jesus] as multidões, subiu a montanha. Ao sentar-se, aproximaram-se dele os seus discípulos. E pôs-se a falar e os ensinava, dizendo:
“Felizes” os pobres no espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
Felizes os mansos porque herdarão a terra.
Felizes os aflitos, porque serão consolados.
Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Felizes os puros no coração, porque verão a Deus.
Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.
(...)

Lucas, capítulo 13, versículos 22-30.
A porta estreita, a rejeição dos judeus infiéis e o chamado dos pagãos
Jesus atravessava as cidades e povoados, ensinando e encaminhando-se para Jerusalém. E alguém lhe perguntou: “Senhor, é pequeno o número dos que se salvam?” Ele respondeu: “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois eu vos digo que muitos procurarão entrar e não conseguirão.
(...) eles virão do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus.
Eis que há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos”.

Lucas 17.22-37.
O Dia do Filho do Homem
Disse ainda a seus discípulos: “Dias virão em que desejareis ver apenas um dos dias do Filho do Homem, mas não o vereis. E vos dirão: ‘Ei-lo aqui! Ei-lo ali!’ – não saiais, não sigais. De fato, como o relâmpago relampeja de um ponto do céu e fulgura até o outro, assim acontecerá com o Filho do Homem em seu Dia. Mas será preciso primeiro que ele sofra muito e seja rejeitado por esta geração.

"Kyrie eleison" (Tende misericórdia), de uma liturgia do século XII "Les Jeu des pèlerins d'Emmaüs".

Lucas 23.39-43.
O bom ladrão
Um dos malfeitores suspensos á cruz o insultava, dizendo: “Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós”. Mas o outro, tomando a palavra, o repreendia: “Nem sequer temes a Deus, estando na mesma condenação? Quanto a nós, é de justiça; pagamos por nossos atos; mas ele não fez nenhum mal”. E acrescentou: “Jesus, lembra-te de mim, quando vieres com teu reino”. Ele respondeu: “Em verdade, eu te digo, hoje estarás comigo no Paraíso”.
Lucas 24.1-8.
O sepulcro vazio. Mensagem dos anjos
No primeiro dia da semana, muito cedo ainda, elas foram ao sepulcro, levando os aromas que tinham preparado. Encontraram a pedra do túmulo removida, mas, ao entrar, não encontraram o corpo do Senhor Jesus.  E aconteceu que, estando perplexas com isso, dois homens se postaram diante delas, com veste fulgurante. Cheias de medo, inclinaram o rosto para o chão; eles, porém, disseram: “Por que procurais entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui, ressuscitou. Lembrai-vos de como vos falou, quando ainda estava na Galileia. ‘É preciso que o Filho do Homem seja entregue às mãos dos pecadores, seja crucificado, e ressuscite ao terceiro dia’”. E elas se lembraram de suas palavras.
 Jesus ressuscitou: venceu a Morte!
Comentário:
Eu sofro, em nome de Jesus, com a dúvida em relação aos meus próximos que não atingiram ainda o centro: Cristo. Oro por eles todas as noites, sofro em parte no lugar deles, pois quero que tenham vida em abundância. Faço uma confissão. Peço com fé, e acredito que a vitória venha, para a glória de Deus. Eu clamo: “Que o Senhor resgate a ovelha perdida, e a aconchegue em seus braços para sempre!”
Virá a justiça de Deus. Ele é bondoso, mas é Justo: os merecedores do mal irão para o Inferno, e os merecedores do Bem irão para o Paraíso. O Inferno é instrumento da justiça divina. Os homens na Terra, durante a vida caminham para tornarem-se santos, ou caminham para tornarem-se demônios. Muito poucos chegam perto da santidade (segundo a visão humana), e muitos chegam quase a ser verdadeiramente abomináveis.
Os fieis, os filhos de Deus são os aflitos, os sedentos, os famintos, os humildes em espírito, os misericordiosos desse mundo, que um dia encontraram o bem eterno. Façamos parte desse grupo!
A mensagem é muito simples. Jesus veio para salvar o homem do mal que ele trouxe para si mesmo pelo pecado, por amor. Nada existe fora de Jesus, só visões variadas de homens imperfeitos, só dúvida e caos. Só há confiança na Palavra de Deus! Jesus é Vida! Ele veio cumprindo as profecias do povo de Deus, o Único, como o mais humilde e santo, fazendo milagres, morrendo em nosso lugar e ressuscitando! “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim”, ele diz. Está na Palavra Santa escrita por Deus.
Isso é ser cristão: ter fé e amor; disso tudo o mais vem, o renascer espiritual, a nova visão, a nova atitude, o novo ser, a nova vida. “Maranatha!” (Vem, Jesus!)
(E você? Seja que for você que está lendo, pergunte a si mesmo: de qual grupo faz parte? Dos judeus que desprezaram ou dos que acreditaram? Dos que o viram como louco, ou dos que o viram como o Filho, pelas suas palavras e ações? Em que você confia? Na Palavra Santa de Deus, ou no que homens  desenvolveram em sua busca incompleta, busca de homens imperfeitos? Só Cristo é Perfeito.)

“Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo.” Apocalipse 3.20.
“(...) Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!”, Lucas 14.35.
“aquele que crê em mim! Conforme a palavra da Escritura: De seu seio jorrarão rios de água viva.”

Poema “Buscando a Cristo”, de Gregório de Matos Guerra (1636-1695).







Pintura "Cristo Crucificado" do pintor barroco espanhol Diego Velazquez (1599-1660).
A vós correndo vou, braços sagrados, 
Nessa cruz sacrossanta descobertos, 
Que, para receber-me, estais abertos, 
E, por não castigar-me, estais cravados. 
A vós, divinos olhos, eclipsados 
De tanto sangue e lágrimas abertos, 
Pois, para perdoar-me, estais despertos, 
E, por não condenar-me, estais fechados,
A vós, pregados pés, por não deixar-me, 
A vós, sangue vertido, para ungir-me, 
A vós, cabeça baixa, p'ra chamar-me.
A vós, lado patente, quero unir-me, 
A vós, cravos preciosos, quero atar-me, 
Para ficar unido, atado e firme.

Canto gregoriano “Jesu dulcis memoria”, de Bernardo di Clairvaux (1090-1151).
Letra em português:
                Jesus, doce memória,
                A verdadeira alegria do coração,
                Mais que o mel e todas as coisas
                É a sua doce presença.

                Nenhum canto é mais suave
                Nenhuma audição mais jucunda
                Nenhum pensamento mais doce
                Que Jesus, o Filho de Deus.

                Jesus, a esperança dos penitentes,
                Quão pio és aos suplicantes!
                Quão bom és aos que te buscam!
                Como será então quando vieres?

                Não pode a língua dizer
                Nem a letra, exprimir
                Só o experimentado pode crer
                O que significa amar a Jesus.

                Seja, Jesus, nossa alegria
                Tu que és nosso futuro prêmio:
                Seja nossa glória em ti,
                Pelos séculos dos séculos.
                Amém.
Letra em latim:
Jésus dúlcis memó-ri-a,
Dans vé-ra córdis gáu-di-a:
Sed super mel et ómni-a,
Ejus dúlcis praesénti-a.

Nil cáni-tur su-ávi-us,
Nil audí-tur jucúndi-us,
Nil cogi-tá-tur dúlci-us,
Quam Jésus Dé-i Fí-li-us.

Jésus spes paeni-téntibus,
Quam pi-us es pe-téntibus!
Quam bónus te quaeréntibus!
Sed quid inveni-éntibus?

Nec língua vá-let dí-ce-re,
Nec lítte-ra expríme-re:
Expértus pót-est créde-re,
Quid sit Jésum di-líge-re.

Sis Jésu nóstrum gáudi-um,
Qui es futúrus praémi-um:
Sit nóstra in te gló-ri-a,
Per cúncta semper saécu-la.
Amigo, aceite Jesus Cristo hoje. Ele quer recebê-lo, cheio de misericórdia, quer lhe oferecer no Reino do Céu a água da vida, o pão da vida, e o cálice de vinho que transborda -- seu corpo e seu sangue derramado para a Salvação. Seja a ovelha que foi encontrada pelo pastor, e esteja em seus braços pela Eternidade. Tenha com ele vida em abundância. Jesus é O Deus Conosco. Viva aqui guiado pela presença do Espírito Santo, para que encontre a Vida verdadeira. Ele diz: "Eu sou o Caminho, a Verdade, e a Vida. Ninguém vem ao pai, senão por mim".
Amen.