domingo, 27 de junho de 2010

As Origens, o Dilúvio e o Homem Primordial

As Origens, o Dilúvio e o Homem Primordial

Evolucionismo ateu e criacionismo são duas teorias que dependem de fé: a fé no acaso, na ausência de razão, e a fé no planejamento, na existência de uma razão. Ambas não podem ser provadas cientificamente. Ao contrário do que muitos pensam, o evolucionismo é apenas um modelo, e está sujeito à modificação e a própria ciência o revela como algo questionável.

É inegável que a natureza sempre se transforma, e que os organismos se adaptam. Mas isso não significa que podem se transformar em outras criaturas. Por exemplo, um casal primordial de cães, ao longo de milhares de anos, pode ter originado as variadas raças de cães que existem hoje. O mesmo pode ter ocorrido com um casal de aves, que originou aves de bico curto e de bico longo, depois de muitas transformações e adaptações. Cavalos de diferentes raças, passaram pelo mesmo processo, mas não deixaram de ser cavalos.
A incrível diversidade da fauna e da flora deve-se às adaptações ao meio, causadas por lentas transformações. Porém, isso não significa obrigatoriamente que todos os seres, todas as formas de vida evoluíram a partir de uma única célula.

Por esse pensamento, o homem de Neandertal e o homo sapiens foram igualmente humanos, porém com algumas diferenças. Nós somos homo sapiens, mas somos bem diferentes do que éramos há milhares de anos. Os homens de hoje são mais altos do que os homens de muito antigamente, por exemplo; o cromossomo Y na espécie humana continua a se desintegrar ao longo do tempo, entre outros exemplos, mas isso não significa que deixaremos de ser humanos, e que viemos de um primata. A existência de homo ergaster, homo erectus, homo heidelbergensis, etc, significa que o Homem adaptou-se ao ambiente e mudou, mas não deixou de ser o homem que Deus criou, e não veio de um primata. As lacunas na linha de evolução do homem mostram o quanto a evolução do homem é duvidosa.
A arqueologia mostra que o homem veio da África. Tudo bem, o Jardim do Éden não se resumia à Mesopotâmia, podia muito bem estender-se até a Etiópia. Mas como o homem se espalhou pelo mundo? E depois do Dilúvio? A Teoria do Candelabro ou do Multirregionalismo defende que do homo erectus surgido na África abrem-se os braços da evolução humana pelo mundo. A Teoria da Eva Africana ou Arca de Noé defende que o homo sapiens sapiens africano espalhou-se pelo mundo, dando origem à todos os homens atuais. Relacionando isso com as possíveis interpretações bíblicas, abrem-se diversos caminhos possíveis. A Pré-História ainda é um grande mistério: pouco se sabe cientificamente, e não podemos confiar no que achamos que sabemos...

Alguns que muito, muito antigamente, o homem era muito mais vigoroso e saudável do que é hoje, e vivia centenas de anos, e poderia, por exemplo, correr por quilômetros com facilidade. Essa possibilidade está de acordo com a Bíblia, que diz que o homem foi criado em estado de perfeição. Os primeiros homens relatados na Bíblia viviam séculos. No Éden o homem era imortal, mas sua imortalidade dependia de algo exterior à ele, ou seja, a Deus; por isso havia no Jardim a Árvore da Vida. Com o pecado, o homem tornou-se mortal. A princípio, o pecado afetava o homem gradativamente, começando com o primeiro homicídio (Gênesis capítulo 4) e estendendo-se cada vez mais até o Dilúvio. Depois disso, o tempo de vida do homem reduziu-se drasticamente e gradativamente.

O ideal para o homem é viver em contato direto com a natureza, de onde veio. A noção de "bom selvagem" vem do fato de os indígenas estarem isolados de muitas iniquidades, devido ao modo de vida parecido com o dos homens primordiais. O crescimento do poder do homem com a tecnologia representa o crescimento de sua ganância, a expansão da maldade, e o crescente distanciamento do homem de Deus, até chegar ao ponto de rejeitar qualquer crença. Da mesma forma, desde Noé, a longevidade humana foi diminuindo paulatinamente.

Bem sabemos que na natureza o homem tudo encontra, mas ele acha hoje que encontra o melhor com as obras de suas mãos, e ainda nega que foi criado por Deus. O homem vivia em perfeição com a natureza, mas hoje ele a destroi, e destroi a si mesmo. Se reinamos sobre a natureza, devemos amá-la e preservá-la.
Para os fisiocratas do final do século XVIII e começo do XIX, a riqueza do homem deveria vir somente da terra. Iam contra a industrialização, que ganhava impuslo naquele tempo.

A Bíblia revela claramente que tudo o que Deus criou era bom, e o homem viveu no Jardim do Éden, no paraíso perfeito do Criador. Mas tudo isso mudou quando veio o pecado, iniciando essa jornada de religação à Deus, iniciada pelo pecado de um homem (Adão) e encerrada pelo sacrifício, ressurreição e futura vinda de outro homem, o qual é o Filho feito carne (Cristo Jesus). Por esse motivo a criação é maravilhosa, e os escolhidos irão para o novo Céu a nova Terra, para a Nova Jerusalém, onde a Árvore da Vida, antes presente no Éden, voltará a crescer entre os homens.
Como serão julgados os homens primordiais, anteriores ao Dilúvio, e os homens que viveram antes de Jesus morrer na cruz e sem ouvir a Palavra? Esse é um dos mistérios que não nos são revelados. Deus é justo. Creio que Ele não cobrará o que não foi dado. Todos os homens tem o senso de Deus, mas nem todos tiveram as mesmas chances na vida. Deus quer que os cristãos fiquem em dúvida quanto ao destino dos outros e preguem o Evangelho à todos os que não o conhecem. Cada um será julgado individualmente, Deus conhece o coração de cada um. Está dito que se os homens de Sodoma e Gomorra (Gênesis capítulos 18 e 19) conhecessem o Evangelho, muitos deles teriam se arrependido. Hoje, porém, o homem está mais ímpio e mesmo diante da Palavra e do conhecimento, não se arrepende.

Não há dúvidas de que o homem é distinto de todos os seres. O simples fato de ter consciência de si mesmo, de um Deus, de conhecer a razão, de possuir linguagem, de aprender, de possuir um cérebro fantástico, e de ser realizador de obras fantásticas, já é suficiente para mostrar-nos isso. Estamos á frente de todos os outros seres. Como a Bíblia explica isso?

Estudos anatômicos de Leonardo da Vinci. Os renascentistas se impressionavam com o corpo humano e com a natureza, que passaram a ser valorizados, admirados. Quem perde o espanto perde a filosofia. Como pode alguém, diante da perfeição, complexidade de tudo, dizer que não há Deus?

O ser humano, segundo a Bíblia, foi criado à imagem e semelhança do Criador. Logo, se Deus é um e três (Pai, Filho, Espírito Santo), somos também um e três (corpo, alma, espírito). Isso nos diferencia dos outros seres e nos coloca como filhos de Deus, o que não ocorre com “as pombas”, embora tenham vida e sejam criaturas de Deus. Nós somos o auge da criação, pois nada faria sentido na natureza se não houvesse o homem, pois tudo foi criado para que existíssemos e o louvássemos, e reinássemos sobre a Terra em harmonia com o Criador. Porém, o pecado veio a nós, e caímos, mas não nos separamos completamente de Deus. Por isso ainda vivemos. Alguns se arrependerão e reconhecerão, em meio ao mal, o Bem, enquanto outros não enxergarão e se entregarão ao pecado.
"Davi", de Michelângelo, obra chamada de "o homem perfeito". Os artistas do renascimento eram antropocênticos: não desprezavam a criação e o material, mas os exaltavam como a criação divina, digna de ser apreciada, estudada. Hoje, o homem chega ao ponto de abandonar o espanto pela natureza e por si mesmo, desprezando o Logos que tude rege e justifica toda existência e vida. Perderam o espanto e o entendimento do que é "vida", pois para eles nada tem motivo, ou causa.

Nós somos a maior das evidências de Deus, pois ele nos fez parecidos com Ele; temos espírito, e podemos reconhecê-Lo. Como é irracional alguém dizer que tudo veio por acaso e sem uma razão! O evolucionismo ateu não responde a dúvida do homem, apenas a torna maior. Negar a Deus é jogar todo o pensamento no caos, na falta de entendimento, é recusar a razão, tão louvada desde a Antiguidade. É indescritível esse pensamento, essa descrença estarrecedora, essa negação do senso divino.

Escultura de Michelângelo, "Moisés". Para os antigos gregos e os classicistas, a beleza e saúde do corpo revelavam (ou deveriam revelar) a beleza e sanidade espiritual, o que se revela no vigor representado na estátua.

Diz a palavra que só a loucura leva alguém a dizer que não há Deus, e o pecado é loucura. Ora, não foi por loucura que Adão e Eva deram ouvidos a uma serpente, duvidando o Pai cheio de Amor e Glória? Mesmo diante da Árvore da Vida, o homem pecou, e o precioso e revelador livro do Apocalipse diz que mesmo durante a segunda vinda de Cristo e seu reinado de 1000 anos sobre a Terra, o homem não deixará de pecar, revelando que o pecado faz parte da natureza humana. Felizmente, um dia voltaremos a ser o que éramos; o homem apodrecido voltará a ser bom fruto, andaremos de branco junto do Senhor pelos séculos dos séculos, pois está escrito na doce Palavra!

A corrupção do homem atingiu a todos na sua natureza psicológica e física, como claramente mostramos os desejos desordenados da mente e do corpo, guerreando um contra o outro, bem como contra todas as regras da sabedoria e da justiça.
A expulsão de Adão e Eva do Éden deve ter sido como se saíssem de um oásis, com tamareiras pesadas com seus frutos, com relva macia para deitar, sombra, brisa fresca, água límpida, para irem a um deserto.

O pensamento seguido pelo evolucionista que o leva ao ateísmo é muitas vezes fruto de desconhecimento bíblico, visto que usa o argumento de que “há a evidência das causas naturais na formação da vida, e não da iniciativa divina”, o que é absurdo, visto que se existem causas naturais, estas são comandadas por Deus, o qual criou a natureza e tudo o que há, e tudo controla, pois Ele é o Princípio e o Fim. O fato de existirem causas naturais não nega a Deus, nem a Bíblia.

Existem muitas lacunas na teoria da evolução do homem, e evidências científicas que testam o evolucionismo, e favorecem o criacionismo. Até o Dilúvio, por exemplo, a ciência parece explicar, e as dez pragas do Egito... O Senhor criou a natureza, então pode comandá-la. Logo, tendo ocorrido evolução das espécies ou não, isso pouco importa, pois não fere a Palavra, a qual é tão perfeita que compreende as duas visões, sendo perfeita a todos os povos em todas as épocas. E ainda há aqueles que duvidam da perfeição bíblica!
As 10 pragas lançadas sobre o Egito no Êxodo tem explicações naturais, o que revela a veracidade bíblica. Por outro lado, muitos pensam que isso descarta o papel divino. Estão muito enganadas, pois Deus governa todo o Universo e tudo o que acontece (tudo veio d'Ele e está sob Ele); logo, nada acontece sem que faça parte dos propósitos daquele que é Onipotente e a própria Existência! A natureza e o "acaso" não são independentes.

As pessoas se esquecem de que a Bíblia possui linguagem perfeita, ou seja, possui em muitas partes sentido figurado, de modo que através de parábolas, ilustrações, etc, revela a verdade de modo que seja entendida por todos. A Bíblia “ao pé da letra” diz que tudo foi criado em uma semana, o que foi perfeito para os homens do passado. Hoje, duvida-se disso, mas porque as pessoas de esquecem do sentido do número sete dentro da Bíblia, se esquecem de como isso revela a autoria de Deus e que, portanto, a Bíblia não fala necessariamente em linguagem denotativa. O que é imutável, o que é sempre o mesmo, é a essência bíblica, a mensagem. Em diferentes partes da Bíblia, a palavra “dia” tem significados diferentes. Não importa se foi uma semana ou mais, o que a Bíblia quer mostrar é que Deus criou o mundo.

Porém, pode ser que tudo tenha mesmo surgido em sete dias, como poderemos ter certeza? A ciência é tão incerta que os métodos de datação por análise de substâncias e sedimentos podem estar em muitos casos errados. Talvez a vida na Terra seja muito recente, e não tenha milhões de anos. Talvez o Dilúvio não tenha sido uma inundação na Mesopotâmia, mas de fato um Dilúvio sobre toda a Terra. Tudo isso pode ter acontecido em conformidade com a ciência... Nesse caso, a Bíblia falaria em linguagem denotativa, e não por meio de figuração. De qualquer forma, o objetivo da Bíblia é revelar Deus, e não descrever detalhes que cabem a um livro de ciências.

Tomando o Dilúvio como exemplo, vou apresentar algumas hipóteses que defendem esse acontecimento. Estudos apontam que a água existente hoje na atmosfera do planeta seria suficiente para formar uma cobertura de mais de três quilômetros em toda a superfície terrestre. No passado, tudo era completamente diferente. Os mares eram rasos e não havia altas montanhas. Talvez não havia chuvas, e no caso o solo seria irrigado pelo orvalho. O clima era todo diferente; havia clima tropical em toda a Terra, existiam enormes florestas com altas árvores, etc. Até o ser humano era completamente diferente. Vivia séculos, era vigoroso e saudável como não se pode ser mais. Era um homem solto na natureza; mal tinha saído do Éden, muito diferente do homem de hoje. Essa longevidade do passado está registrada na Bíblia e em cronologias de reis encontradas em cidades da Mesopotâmia, ou seja, em documentos de algumas das primeiras cidades do mundo. Nas cronologias de Eridu, por exemplo, existem reinados curiosamente longos para os que precederam o Dilúvio. A História nos mostra isso! Observem a cronologia das primeiras dinastias da Mesopotâmia! O reinado de Jushur de Kish durou 1200 anos, e seus descendentes reinaram por 960, 670, 420, 300, 840, 960, 840 anos, e assim sucessivamente, reinados com longas datas, que diminuíam paulatinamente...

Ilustração representando Uruk, uma das primeiras cidades a existir, na Mesopotâmia.

Geólogos acreditam que é possível (não é fantasia) que a vida no planeta é bastante recente, não tem milhões de anos, e que os métodos de datação mais precisos, como o de Carbono 14 são duvidosos, além do mais, a "semana da Criação" e o Dilúvio podem  ter modificado a taxa de desintegração dos elementos usados nas datações, fazendo-os parecer muito mais antigos. Também a presença de fósseis de animais marinhos em cordilheiras é mais um fato a ser analisado. Será que a Cordilheira dos Andes possui fósseis marinhos porque foi fundo do mar no passado, ou porque quando era jovem e baixa foi engolida pela água, que transformou completamente o planeta, junto de outras catástrofes?
A Cordilheira dos Andes: um mar de montanhas.

As mudanças radicais ocorridas no planeta causaram a condensação das nuvens e dos vapores de água do planeta, de modo que choveu tudo aquilo, cobrindo a Terra. Além disso, havia reservas subterrâneas de água, o que se encaixa com o trecho bíblico que diz: "...nesse mesmo dia todas as fontes das grandes profundezas jorraram, e as comportas do céu se abriram (Gênesis 7.11).

Ainda existem muitas outras curiosidades e teorias científicas relacionadas à Bíblia, que é o Livro verdadeiro, digno de fé, e não de comprovação científica ou de dúvida diante do que os outros falam, visto que devemos tomar como certeza incontestável e induvidável a existência de Deus, o Criador, e a verdade de sua Palavra, que nos guia e nos ensina, para que possamos passar pela trajetória de morte e renascimento, e voltarmos aos braços do Pai.

Com o fim do Dilúvio a arca de Noé pousou sobre o Monte Ararat, situado no Cáucaso, perto das nascentes dos rios Tigre e Eufrates. A História nos mostra que lá foi provavelmente onde nasceu a agricultura e a domestiação de animais e onde surgiram alguns dos mais antigos povoados. Será uma evidência do repovoamento do mundo a partir do Cáucaso? Um pouco abaixo, nas margens do Eufrates, encontra-se a Babilônia, onde acredita-se ter sido o local da edificação da Torre de Babel bíblica. Sabe-se que do Monte Ararat Noé e sua família provavelmente migraram para onde se ergueu a Babilônia, onde habitaram antes do Dilúvio. De lá, 100 anos depois, o homem se espalhou pela confusão de idiomas. Será que ela foi, então a primeira cidade? Será que dela o homem se expandiu por todo o mundo? Há tantos mistérios, tantas possibilidades, interpretações...

Mosteiro de Khor Virap, na Armênia, e o Monte Ararat ao lado. Recentemente foi feita uma descoberta fantástica, mas pouco divlugada pela indiferença do governo da Turquia. Pesquisadores encontraram no alto do monte Ararat uma estrutura em madeira que parece ser uma arca. Os pesquisadores dizem que não tem 100 % de certeza de que é a Arca de Noé, mas que 99,9% indicam isso. Ora, nenhuma embarcação foi encontrada num lugar tão alto. E como uma arca ou mesmo um bote chegaria ao alto de uma montanha?

Noé tinha 3 filhos: Cam, Sem e Jafé. Os descendentes de Jafé foram para o norte, estabelecendo-se em regiões ao redor dos mares Negro e Cáspio, passando a ser os antepassados das etnias caucasianas da Europa e da Ásia. Isso em perfeita concordância com a Bíblia e a História. Do Cáucaso vem todos os povos de pele branca ditos "caucasianos'. Em Gênesis capítulo 9, versículos 26,27 é dito: "Amplie Deus o território de Jafé". Seria isso uma profecia da futura expansão europeia e sua hegemonia sobre o mundo?
Ruínas de uma igreja cristã copta na cidade antiga de Dongola, no Sudão. Os descendentes de Cam chegaram à África pelo vale no Nilo. Além dos egípcios, provalvelmente os "etíopes" também tinham essa descendência. No Nilo, abaixo do Egito surgiram ao longo dos séculos diferentes reinos de destaque, que infelizmente mal estudamos nas escolas. O Reino de Méroe, no Sudão, possuiu os chamados "faraós negros" (em razão da cor da pele) , pois foram dominados pelos egípcios e absorveram muito de sua cultura, de modo que até construíam pirâmides em seu estilo próprio, admiráveis mas pouco conhecidas... Mais tarde, e mais ao sul, o Reino de Axum foi importante, rico, mantendo contato com lugares distantes por meio da navegação. No começo da Era Cristã, a suntuosa cidade de Alexandria do Egito tornou-se importante para a fé cristã, de modo que do Egito até Axum espalhou-se o cristianismo copta, o qual perdurou em Axum até meados da Idade Média.

Os descendentes de Cam dirigiram-se para o sul. Parece que os nomes citados nos versículos 6 à 20 do capítulo 9 referem-se à lugares como o Egito (Mizraim), a  Arábia, à costa leste da África, Canaã, etc. Os cananeus, descendentes de Cam, habitaram Canaã, sendo mais tarde vencidos pelos judeus, filhos de Sem. Isso é revelado pela profecia contra Cam proferida por seu pai (ler Gênesis capítulo 9, versículos 20-29). Essa maldição proferida por Noé a seu filho Cam, devido ao seu comportamento reprovável, serviu de justificativa à discriminação e à escravidão dos povos africanos, consierados descendentes de Cam. Seria isso uma profecia do que ocorreria com esses povos, ou a profecia se refere somente aos cananeus?

Os leões foram alvo das caçadas dos mesopotâmios desde o tempo de Ninrode, o valente caçador neto de Cam.

Os descendentes de Sem constituíam os semitas, incluindo os judeus, os assírios, os sírios, etc. O rei Ninrode, neto de Cam, foi um grande líder em sua época. Nasceu pouco após o Dilúvio e ficou conhecido como "o mais valente dos caçadores", pois protegeu o povo contra os animais ferozes que representavam grande perigo na época. A tradição mesopotâmica de representar seus soberanos matando leões provavelmente veio da tradição de Ninrode. Como natural na época, viveu séculos, e possivelmente foi um dos líderes na edificação da Torre de Babel bíblica, e depois da confusão de idiomas e dispersão das "etnias", pode ter retomado os trabalhos na Babilônia. Fundou cidades e assim a Babilônia ficou conhecida por muito tempo como "a Terra de Ninrode". Ele também fundou Nínive, mais ao norte (outra versão diz que fundou na verdade, Assur). A partir daí, Babilônia e Nínive foram as cidades mais importantes.
O rei Assurbanipal, da Assíria, destemido fere mortalmente um leão com a espada.

Em Gênesis, capítulo 2, versículos 5 e 6 está dito que não havia ainda chovido sobre a Terra, mas uma neblina subia da terra e regava toda a superfície do solo. A ciência explica isso da seguinte forma: naquele tempo remoto, havia clima quente por todo o planeta, de modo que não chovia, mas o vapor de água tudo regava. Isso favoreceu, logicamente, a fauna e a flora exuberantes dos tempos pré-históricos. O Jardim do Éden era muito mais que um "jardim", e sim uma floresta enorme de árvores colossais.
A Queda dos Anjos, na Venezuela, a maior cachoeira do mundo. Imaginar o mundo dos tempos remotos é um exercício de fantasia.


O homem veio da floresta, tanto é que sua ligação com ela está na sua natureza, no seu "instinto". Não são as cidades florestas de prédios e casas? Foi feita uma pesquisa ao redor do mundo, em que pessoas de diferentes nacionalidades e culturas respondiam qual era a imagem ideal e mais confortante de natureza que lhes vinha à mente, e os resultados de todas as respostas se pareciam muito, e poderiam se resumir num "bosque sombreado, fresco e silencioso, por onde corre um riacho de águas cristalinas". Segundo os pesquisadores, era a imagem de uma floresta tropical africana. O homem veio da África, concorda? E em Gênesis capítulo 2, lê-se que o Éden era muito extenso, e era regado por um rio que dividia-se em quatro braços. Dois deles ainda existem com o mesmo nome: o Tigre e o Eufrates. Será que o Éden também se estendia do Nilo até a Etiópia, onde acredita-se que o homem surgiu e onde existia uma das regiões mais férteis do planeta?
Os povos indígenas em muito se pareciam (e alguns ainda se parecem) com os homens primordiais. Viviam em contanto direto com a natureza, principalmente com a floresta, desfrutavam de saúde obtida pela natureza, viviam de forma igualitária, desconheciam muitos males dos quais outros povos sofriam... Embora fossem também pecadores como todos os outros, guerreando entre si e estando separados de Deus, como herdeiros do pecado de Adão.

Talvez o homem e os dinossauros existiram na mesma época, porém estiveram separados à todo o tempo. Os dinossauros sucumbiram, mas o homem sobreviveu na arca junto dos animais que protegeu. Esse antigo equilíbrio da Terra primordial, regada pelo orvalho, foi abalado com a queda de meteoros e por erupções vulcânicas, alterando toda a estrutura da Terra... Os cientistas dizem que existem indícios de uma grande inundação em todo o globo. Não só meteoros e outros desequilíbrios, mas também a grande inundação, causaram a transformação radical da Terra primordial para a Terra atual, destruindo a maioria das espécies já existentes. Talvez o Dilúvio só inundou o Oriente Médio, e não todo o planeta, o que abriria espaço para outras trajetórias e hipóteses de como foram as origens.
Foto de satélite da Mesopotâmia, com destaques nas áreas de antigas cidades. Eu acho improvável que o Dilúvio tenha sido uma inundação na bacia dos rios Tigre e Eufrates, visto que a Bíblia diz que não havia chovido sobre o mundo antes e que houve chuva por 40 dias e 40 noites; também os cumes dos mais altos montes foram cobertos.

Crer ou não crer em evolução pode ou não significar crer ou não crer em Deus; tudo depende de como cada um pensa. Devemos todos nos lembrar de que a evolução é uma teoria, e que o criacionismo é bem possível; devemos saber compreender a Bíblia, e nos lembrar de que ciência, fé e razão podem estar em harmonia (aliás, elas não formam um trio, e não é o número três a assinatura de Deus?).
"É como confessar um crime", disse Charles Robert Darwin quando publicou A Origem das Espécies, em 1859, temendo críticas científicas e religiosas. Ele viveu atormentado em dúvida entre o que sua observação lhe mostrava e o que a Bíblia contava, tornando-se agnóstico.

A Bíblia diz que as criaturas vivas foram criadas cada uma “de acordo com sua espécie”, o que favorece a ideia de que os organismos sempre se adaptaram, aos longos dos “dias”, mas não que por evolução tornaram-se novos seres.

A Queda do homem também é conhecida por outras tradições. Os persas acreditavam que os primeiros pais viviam felizes e virtuosos num jardim onde havia uma árvore de imortalidade, até quando surgiu um espírito maligno em forma de serpente. Espantosamente parecido com a tradição judaico-cristã! Para os hindus, na primeira era, as pessoas não sofriam com mal ou enfermidades, tinham tudo o que desejavam e viviam longamente. Para os gregos, na Idade Áurea, os homens viviam nus, livres do mal e das aflições, habitando o mundo junto dos deuses. Para os chineses, mongóis e tibetanos, houve uma era feliz quando havia fartura de alimentos e os animais eram mansos.
Adão e Eva perderam a Árvore da Vida por comerem o fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, que era atraente aos seus olhos. Deram ouvidos à serpente, duvidaram do Pai, e desejaram ser iguais a Ele. Eis a raíz do pecado: o homem quis ser igual à Deus.

Outra semelhança curiosa é a respeito do Dilúvio para diferentes povos. Os egípcios acreditavam que os deuses, certa vez, purificaram o mundo por meio de um grande dilúvio, do qual só escaparam alguns pastores. Para os gregos, Deucalião foi avisado de que os deuses trariam um dilúvio à Terra devido a perversidade desta. Construiu uma arca, que acabou repousando sobre o monte Parnasso. Uma pomba foi enviada duas vezes. Para os hindus, Manu construiu um navio no qual espapou de um dilúvio que destruiu todas as criaturas. Para os chineses, o fundador da civilização chinesa escapou de um dilúvio, junto com sua esposa, 3 filhos e 3 filhas, enviado por causa da rebelião do homem contra o céu. Para os antigos ingleses, os druidas diziam que o mundo havia sido repovoado por um patriarca justo, que se salvou num navio forte de um dilúvio, enviado para destruir a humanidade pela sua iniquidade. Os polinéios contam de um dilúvio do qual escaparam 8 pessoas. Os antigos mexicanos acreditavam que um homem, com esposa e filhos, foi salvo num navio de um dilúvio que cobriu a Terra. Para os antigos peruanos, um homem e uma mulher salvaram-se em uma caixa que ficou flutuando nas águas do dilúvio. Os habitantes da Groenlândia diziam que a Terra se inclinou, e toda a raça humana se afogou, exceto um homem e uma mulher, os quais repovoaram o mundo.

Guerreiros celtas. Os primeiros habitantes da Europa, descendentes de Jafé, filho de Noé, tinham como autoridade religiosa os druidas, os quais, assim como muitos povos espalhados por todos os lugares, preservaram o conhecimento do Dilúvio através das gerações.

O que essas semelhanças revelam a respeito das religiões e da verdade bíblica? Seria um indicador de que a Bíblia diz a verdade, de modo que os povos originados pelos filhos de Noé passaram adiante o que se conhecia da Origem? Ou será que, quando ocorreu a catástrofe, os continentes já estavam habitados, de modo que não só Noé, mas outras famílias de povos distantes sobreviveram, mas não foram eternizados na Bíblia por não terem relevância? Se assim for, Cam, Sem e Jafé repovoaram o mundo bíblico, ou seja, as regiões conhecidas por Moisés (quem escreveu Gênesis), e mais além, mas não todo o planeta. É mais fácil pensar assim, quando nos deparamos com a diversidade de etnias no planeta. Um benefício nesse raciocínio é que a maldição lançada sobre Cam só valeria para os cananeus (os descendentes mais próximos de Cam), os quais foram vencidos pelos hebreus, e não para todos os povos da África, derrubando qualquer chance de alguém utilizar esse trecho como pretexto para discriminação.

Vista da pirâmide em degraus do faraó Djoser (2690-2670), o segundo do Antigo Império do Egito. É a primeira pirâmide do Egito, e mesmo assim é um monumento imponente e imenso. Os descendentes de Cam desceram ao Vale do Nilo e formaram Mizraim (Egito).

O que é surpreendente é que existem várias possíveis trajetórias do homem sobre a Terra, indo ou não de acordo com o Mito da Criação, como é chamado, e com os primeiros capítulos de Gênesis, tratando-o ou como um mito real, uma verdade contata figurativamente para torná-la universalmente inteligível, ou tratando-o como uma revelação "ao pé da letra", absoluta, descondiderando ou considerando o que não foi dito... Ou seja, evolucionismo (seja ele ateu ou em conformidade com uma possível interpretação bíblica) e criacionismo são ambos teorias, cheias de lacunas, de possíveis combinações, permitindo novas descobertas. A verdade de Deus está na Palavra; a verdade científica não é do interesse dela ensinar. A verdade de como tudo se formou, de como aconteceu, depende de nossa exploração, e ela pode ser uma mistura do que a História hoje aceita com o que ela ignora ou ainda não sabe. Analisando mapas, cronologias, não se sabe em que confiar, diante dos argumentos apresentados nesse texto, e podemos formular muitas hipóteses sobre como foi a Pré-História, e as Origens. Realmente, pensar em tudo isso de uma vez é enlouquecedor, principalmente se o leitor amar História, e debruçar-se sobre um atlas, e buscar sedento transformar o que se sabe e descobrir mais...

Lendo Gênesis do capítulo 8, versículo 20 até capítulo 9, versículo 17, entende-se o símbolo do arco-íris, o que ele representou. Era um recomeço, e Deus promete não destruir outra vez a Terra com água. A próxima e última destruição será por fogo (2 Pedro, cap.3, vers.7). Perceba que, como nunca havia chovido sobre a Terra antes, e depois de tanta chuva o céu de todo o mundo deve ter ficado límpido, apareceu pela primeira vez a visão de um arco-íris: o sol lançando sua luz sobre as últimas chuvas no horizonte. Interessante; depois de tanta chuva, a agricultura deve ter sido favorecida, o que pode significar algo como a revolução agrícola do Neolítico, porém em outra época, visto que (seguindo a Bíblia "ao pé da letra"), houve 1656 anos entre Adão e o Dilúvio, e 427 anos entre o Dilúvio e Abraão. E se o Dilúvio estiver relacionado com o fim da Era Glacial? Naquele tempo as costas dos continentes era muito diferentes e havia menos mar. E a História diz que o fim da glaciação favoreceu a revolução neolítica.

Existem diferentes rotas aceitas de ocupação da América. Se as datas bíblicas forem mesmo verdadeiras, talvez esse continente tenha sido ocupado mais tarde do que a História diz.

A História mostra que Abraão chegou à Canaã em 2091 a.C., época em que na Mesopotâmia erguia-se o Império Acadiano (2300-2000 a.C.), o primeiro império da região. Não é absurdo que em 427 anos o homem tenha reabitado aquela região e edificado um reino, aliás, os homens viviam séculos, eram bem diferentes em relação ao homem de hoje, podendo sobreviver a muitas ameaças, aguentando viajens a lugares distantes, e se espalhando pelo mundo. Se as linhagens de Cam, Sem e Jafé repovoaram todo o planeta, então lugares como a América levaram um longo tempo para serem povoados (e a História mostra que a ocupação foi mesmo recente). Lugares como a China, que são bem antigos, requerem uma análise mais profunda. Se foi assim, então o homem tem mesmo grande capacidade de adaptação e sofreu rápidas mutações, como por exemplo, os indígenas em pouco tempo passaram a ter poucos pêlos no corpo, devido ao clima, e a humanidade se diversificou.

Monumento colossal no gigantesco Complexo de Templos de Angkor, no Camboja. Esses templos foram engolidos pela floresta. A aparência da estátua lembra os orientais e os índios americanos. A História apresenta várias rotas da expansão do homem a partir da África. Será que Adão, Eva, Caim, Abel, ou seja, os primeiros homens (até o Dilúvio) tinham tipo físico negróide, pois vieram da África, e depois do Dilúvio habitaram o Oriente Médio, dali se espalhando para todas as direções e adaptando-se aos diferentes meios, formando as diferentes etnias? É uma das muitas hipóteses...

Lembrando: até hoje não houve resposta mais satisfatória do que a existência de Deus. Se cremos em Deus, aceitamos a Bíblia, e nela devemos confiar por ser o nosso guia, e desse modo, cremos em Cristo, o qual vem para concretizar os planos de Deus para esse mundo. Assim podemos nos tornar cristãos, bastando seguir os passos de Jesus Cristo. A existência de Deus e a veracidade da Palavra não devem, para o cristão, depender de evidências, de conveniências; essas certezas devem ser tomadas como verdades absolutas, que não estão sujeitas à dúvida, e sim o que se diz por aí deve ser duvidado, explorado e examinado "segundo o olhar do céu". Vários cientistas são criacionistas, o que mostra como a fé prevalece, aliada ao senso, à Razão.

Leia o texto e assista ao vídeo do link: http://www.teologando.com/2010/04/explorados-evangelicos-afirmam-ter.html

Gabriel P. B.
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